| Megaoperação com 1.400 agentes para investigar ação do crime organizado no setor de combustíveis é a maior da históriaUma grande força-tarefa nacional cumpriu, na última quinta-feira, 28 de agosto, mandados de busca, apreensão e prisão em oito estados para desarticular um esquema criminoso bilionário no setor de combustíveis, comandado por integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
A ação reuniu três operações e aconteceu em São Paulo, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. O grupo sonegou mais de R$ 7,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais, segundo autoridades da Fazenda de SP. |  |
| |  | Investigação aponta que PCC usava empresas de diferentes ramos de atuação para lavagem de dinheiro |
Das empresas do ramo financeiro, há instituições de pagamento e administradoras e gestoras de fundos de investimento. Ainda há companhias no ramo de distribuição de combustível, transporte e usinas sucroalcooleira. De acordo com as investigações, os criminosos usavam fintechs para lavagem de dinheiro. Os postos recebiam dinheiro em espécie ou via maquinhas para movimentar renda do crime. |  |
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| |  | Ministros da Justiça e da Fazenda comentam megaoperação que desarticulou esquema bilionário de crimes no setor de combustíveis |
Durante coletiva sobre megaoperação no setor de combustíveis, o ministro da Justiça Ricardo Lewandowski destacou a sofisticação crescente do crime organizado, apontando um fenômeno global de "migração da criminalidade organizada da ilegalidade para a legalidade". Já o ministro da Fazenda Fernando Haddad enfatizou que estrangular financeiramente o crime é uma estratégia mais eficaz do que apenas prender seus integrantes. |  |
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| |  | Em entrevista à GloboNews, presidente do ICL destaca que 'Lavar dinheiro com combustíveis virou extraordinariamente importante' para o crime organizado |
Emerson Kapaz, presidente do ICL, chamou atenção para a gravidade da infiltração do crime organizado no setor de combustíveis e destacou que facções, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), têm ampliado sua presença desde o poço até o posto. Segundo ele, os crimes envolvem contrabando, fraude fiscal, adulteração de produtos e esquemas de pagamento por fintechs. |  |
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 Vista sob qualquer ângulo, a megaoperação contra o crime organizado no setor de combustíveis, ocorrida no final de agosto, só tem uma definição: histórica! A ação conjunta de forças estaduais e federais fulminou um esquema criminoso que, por anos, solapou bilhões de reais dos cofres públicos; prejudicou seriamente os consumidores com produtos adulterados, e até mesmo tóxicos à saúde; e desarranjou o mercado legal.
Surpresa? Infelizmente nenhuma. Há anos, o Instituto Combustível Legal (ICL) vem alertando as autoridades para o crescimento espantoso e desenfreado de práticas criminosas no setor. Já se sabia que a criminalidade controlava centenas de postos de combustíveis, administrava distribuidoras e empresas transportadoras, e até mesmo usina de etanol tinham caído na ilegalidade.
Agora, mais grave ainda, se sabe que uma sofisticada engenharia financeira foi montada e movimentou R$ 52 bilhões por meio de 21 fundos de ações. Um braço criminoso no mercado financeiro. Algo nunca visto, diga-se.
É certo que a operação não terminou. Seus desdobramentos devem aprofundar as descobertas dessa malha de ilegalidades montada no setor.
Acredito que cabe destacar que o sucesso dessa megaoperação se deve, principalmente, ao trabalho conjunto das autoridades. Nesse sentido, uma das bandeiras do ICL, que sempre atuou junto às autoridades em prol do mercado ético, é justamente a defesa das chamadas Forças-Tarefas. Hoje, elas provaram sua eficiência!
Boa leitura. |
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