| 'Operação Sem Refino', da Polícia Federal, reacende alerta sobre crime organizado no setor de combustíveis, avalia Emerson KapazA Operação Sem Refino, deflagrada em 15 de maio pela Polícia Federal, que teve como alvo endereços ligados ao governador Cláudio Castro e empresários do setor de combustíveis, reacendeu o debate sobre a atuação do crime organizado e os impactos da ilegalidade no mercado brasileiro.
Em entrevista ao Jornal Hoje, da TV Globo, o presidente do Instituto Combustível Legal (ICL), Emerson Kapaz, analisa os desdobramentos da investigação e alerta para os prejuízos causados por esquemas de fraude, sonegação e concorrência desleal no setor. |  |
| |  | Deflagrada pela Receita Federal, Gaeco/SP e órgãos parceiros, Operação Fluxo Oculto amplia cerco a esquema bilionário de fraudes no setor de combustíveis |
Após a Operação Carbono Oculto, investigações identificaram seis novas fintechs que operavam como bancos paralelos, movimentando mais de R$ 26 bilhões em quatro anos; esquema inclui adulteração de combustíveis com nafta e uso de fundos para ocultação patrimonial.
O objetivo da Operação Fluxo Oculto é avançar na asfixia financeira e no desmantelamento do esquema de fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Os focos principais nessa operação são mais seis fintechs descobertas e a adulteração de combustível com uso de nafta (solvente). |  |
|
| |  | Com forte viés informativo, Instituto Combustível Legal lança série de reportagens em vídeo sobre combate ao mercado irregular |
Com o objetivo de aprofundar temas atuais e importantes para o setor, bem como ampliar o acesso a informações estratégicas sobre o combate ao mercado irregular de combustíveis e lubrificantes no Brasil, o Instituto Combustível Legal (ICL) acaba de lançar, no site e redes sociais, o ICL Repórter.
A iniciativa, que consiste na publicação quinzenal de vídeos informativos, já está no ar e traz conteúdos dinâmicos, baseados em notícias de interesse público e voltados tanto para consumidores quanto para agentes e instituições que atuam na promoção da legalidade no setor. |  |
|
| |  | Prêmio ICL de Jornalismo 2026 abre inscrições e amplia reconhecimento à cobertura dos setores de combustíveis e lubrificantes |
Estão abertas as inscrições para o Prêmio ICL de Jornalismo 2026, iniciativa que reconhece reportagens de excelência sobre os mercados de combustíveis e lubrificantes, com foco em concorrência leal, segurança do abastecimento, combate a irregularidades e temas estruturantes para o país.
Nesta edição, o Prêmio amplia seu alcance e prevê uma premiação total de até R$ 70 mil, reforçando o compromisso do ICL com o estímulo ao jornalismo investigativo, analítico e de interesse público. Em 2025, o evento foi amplamente reconhecido pelo mercado e pela imprensa, contou com mais de 80 reportagens inscritas e distribuiu R$ 50 mil em prêmios, consolidando-se como uma referência no setor.
Poderão concorrer matérias publicadas entre 1º de outubro de 2025 e 30 de outubro de 2026, em diferentes plataformas e formatos. |  |
|
| |
|
 Duas manhãs daquelas que vão levar muito tempo para a gente esquecer. No último dia 15 de maio, a Operação Sem Refino, desencadeada pela Polícia Federal, mirou alvos importantes no combate ao mercado irregular no setor de combustíveis. Dias depois, em 28 de maio, a Operação Fluxo Oculto atacou fortemente o sistema financeiro que lavava dinheiro para o crime organizado.
De forma contundente, a Sem Refino escancara a nociva infiltração do crime organizado no mais alto estágio da política fluminense. Nas entrevistas que dei sobre os desdobramentos da operação, revelei o que há muito tempo o ICL detectava: a existência de uma barreira quase intransponível no estado do Rio quando se tratava de ações oficiais de combate ao mercado irregular.
Enquanto outros estados se desdobravam para punir devedores contumazes, o governo fluminense assinava um amigável parcelamento da bilionária dívida de conhecida refinaria. Pior, recorria contra a interdição das atividades da maior sonegadora do país, de acordo com a Polícia Federal. Claro que esse ambiente de ilegalidades foi profícuo à sonegação contumaz, e números oficiais indicam que a dívida com toda a sociedade ultrapassa R$ 50 bilhões.
E no cerne de todo esse esquema, a Operação Fluxo Oculto representa um marco ao evidenciar que as fraudes no setor extrapolam a esfera tributária e alcançam estruturas sofisticadas de lavagem de dinheiro, movimentação financeira clandestina e infiltração do crime organizado na economia formal. Ela foi a fundo na complexa rede utilizada para ocultar recursos provenientes, principalmente, da comercialização irregular de combustíveis e derivados.
É por situações como essas que é preciso estar de "olhos bem abertos", aliás, esse é o tema da mais nova campanha do ICL. A sociedade, além de bem informada, deve estar atenta. Não à toa, o Instituto tem o orgulho de fomentar o trabalho sério de quem busca informar o cidadão, seja por meio do lançamento da segunda edição do Prêmio ICL de jornalismo, seja pela série impecável de reportagens do ICL Repórter, nosso mais novo formato jornalístico que coloca o dedo na ferida do mercado irregular de combustíveis. Vamos acompanhar! Vamos apoiar!
Boa leitura! |
|
 | |
|
 |
|
|