domingo, 25 de maio de 2014

DISCO VOADOR

NASA vai testar "disco voador" supersônico

Redação do Site Inovação Tecnológica - 16/05/2014
NASA vai testar
Os havaianos serão os primeiros terráqueos a ver um disco voador descendo de pára-quedas. [Imagem: NASA/JPL]
Pouso controlado
Em junho, frequentadores das praias do Havaí poderão ver um disco voador descendo suavemente sobre a ilha de Kauai.
Mas não haverá nenhum ET a bordo, e nem mesmo o disco voador será extraterrestre - eventualmente será o mesmo disco voador terrestre a assustar outros planetas.
Trata-se do LDSD - Low Density Supersonic Decelerator, ou desacelerador supersônico em baixas densidades, em tradução livre.
Será o primeiro teste da nova tecnologia que a NASA pretende usar para descer cargas grandes sobre a superfície de Marte.
O robô Curiosity, pesando menos de uma tonelada, exigiu o desenvolvimento de um sistema batizado de guindaste celeste, que submeteu os engenheiros da missão ao que eles próprios chamaram de "sete minutos de terror".
Ocorre que, para missões tripuladas a Marte, calcula-se que as cargas que deverão chegar à superfície do planeta pesem entre 40 e 100 toneladas.
Para depositar essas cargas com suavidade no solo marciano, a NASA pretende resolver o problema usando seu "disco voador", um desacelerador inflável - o LDSD - e um pára-quedas gigantesco, com o dobro do tamanho daquele usado pelo Curiosity.
NASA vai testar
O desacelerador em formato de prato já foi testado em solo, empurrado por foguetes ao longo de trilhos. [Imagem: NASA/JPL]
Freio aerodinâmico
O desacelerador envolverá o exterior da cápsula durante a entrada na atmosfera, inflando-se quando a nave atingir uma velocidade de Mach 3,5, para aumentar a área superficial e usar a atmosfera de Marte como freio.
A maior resistência do ar deverá trazer a cápsula até Mach 2, quando o pára-quedas de 33,5 metros poderá ser aberto com segurança.
O primeiro de uma série de três testes do desacelerador será realizado no dia 2 de Junho, com o grande disco sendo erguido por um balão a uma altitude de 36.500 metros.
Depois de liberada do balão, foguetes levarão a estrutura a 55.000 metros, pouco mais da metade da fronteira do espaço, mas o suficiente para que a cápsula de teste atinja as velocidades supersônicas a que estará submetida na utilização real.
Viajando a 3,5 vezes a velocidade do som, o desacelerador em formato de disco deverá inflar, desacelerando o veículo e permitindo que o pára-quedas se abra e traga gentilmente a cápsula até a superfície do oceano, para deleite dos havaianos, que deverão ser os primeiros terráqueos a ver um disco voador descendo de pára-quedas.

domingo, 11 de maio de 2014

RAIO TRATOR

Espaço

Raio trator sônico puxa objetos grandes

Com informações da APS - 05/05/2014
Raio trator puxa objetos grandes com ondas sonoras
O raio trator de som manipula a pressão radiativa das ondas sonoras, permitindo levar e trazer o objeto ao longo de dois campos planares de ondas (c). [Imagem: APS/Alan Stonebraker]
Puxando em qualquer lugar
Raios tratores que puxam micropartículas já são realidade nos laboratórios há algum tempo.
Apesar de conseguir puxar apenas micropartículas em condições atmosféricas, no espaço a força do raio trator fotônico pode ser suficiente para deslocar objetos de maior massa.
Mas Christine Démoré e seus colegas da Universidade de Dundee, na Escócia, mostraram que é possível construir um raio trator capaz de puxar objetos macroscópicos aqui embaixo também.
Para isso, ela substituiu os raios de luz por feixes de ondas sônicas - em outras palavras, puxando objetos usando ondas sonoras - e fez tudo funcionar dentro d'água.
Raio trator fotônico
A ideia de um raio trator, disseminado pela ficção científica, fez muita gente torcer o nariz durante décadas porque, desde Maxwell e sua teoria eletromagnética, sabe-se a luz tem um momento linear, exercendo uma pressão na matéria na direção de sua propagação.
Sua capacidade de puxar alguma coisa só foi demonstrada teoricamente por Arthur Ashkin nos anos 1970, por meio de um fenômeno chamado "pressão radiativa negativa", um componente da força óptica que surge pela interação entre os gradientes de intensidade presentes no feixe de luz.
Mas faltavam as técnicas de nanofabricação e o avanço da própria fotônica para criar o primeiro raio trator fotônico capaz de puxar partículas na prática, o que foi feito em 2012.
Raio trator puxa objetos grandes com ondas sonoras
O feixe sônico foi gerado usando uma matriz quadrada com cerca de 1.000 transdutores operando na faixa de frequência dos ultrassons. [Imagem: Christine E. M. Démoré et al./10.1103/PhysRevLett.112.174302]
Raio trator sônico
Recentemente, pesquisadores em acústica demonstraram que existe uma força oposta à direção de propagação também no caso de uma onda sonora, abrindo a possibilidade de que essas ondas sejam controladas para puxar objetos em direção à fonte de som.
A principal vantagem é que, com comprimentos de onda muito maiores, é possível puxar objetos grandes.
Démoré e seus colegas demonstraram que o raio trator acústico puxa objetos na faixa dos centímetros, cerca de seis ordens de magnitude maiores do que as partículas manipuladas pelos raios tratores de luz ou pelas suas parentes mais próximas, as pinças ópticas.
O feixe sônico foi gerado usando uma matriz quadrada com cerca de 1.000 transdutores, operando na faixa de frequência dos ultrassons (550 kHz), colocada na base de um recipente com água.
Cada pequeno alto-falante pode ser controlado ou programado previamente de forma independente, permitindo realizar uma modulação espacial precisa no campo acústico.
Essa modulação permitiu construir dois campos planares de ondas, que capturam o objeto - mantido inicialmente por um campo de equilíbrio - permitindo sua manipulação precisa.
Usos médicos
Antes de serem usados para puxar submarinos ou tesouros do fundo do mar, contudo, os pesquisadores afirmam que o raio trator sônico abre caminho para novas técnicas no campo da biomedicina.
Graças ao avanço na manipulação dos campos sônicos, individualmente e agregados, torna-se possível gerar, por exemplo, campos de ultrassom estruturados e de alta intensidade para exames e tratamentos médicos de alta precisão.
"A interação entre matéria e ondas sempre parece surpreender os cientistas de maneiras novas. Quanto mais avançamos no estudo e geração de campos de onda estruturados e novos materiais, maior a possibilidade de descobrir novos efeitos e aplicações," escreveu a física mexicana Karen Volke-Sepúlveda em um comentário feito sobre a pesquisa para a American Physical Society.
Bibliografia:

Acoustic Tractor Beam
Christine E. M. Démoré, Patrick M. Dahl, Zhengyi Yang, Peter Glynne-Jones, Andreas Melzer, Sandy Cochran, Michael P. MacDonald, Gabriel C. Spalding
Physical Review Letters
Vol.: 112, 174302
DOI: 10.1103/PhysRevLett.112.174302

FILTROS PARA A TV DIGITAL.

Plantão

TV digital precisará de filtros contra interferências do 4G

Com informações da Agência Brasil - 02/05/2014
Testes feitos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostraram que haverá necessidade do uso de filtros para evitar interferências entre a tecnologia 4G e a TV digital.
De acordo com a gerente de Espectro, Órbita e Radiodifusão da Anatel, Regina Cunha Pereira, o uso dos filtros para evitar a interferência do 4G na TV digital vai variar de acordo com a topografia.
Apesar dos custos adicionais, dos inconvenientes, das possíveis inoperâncias dos filtros e do fato de que os filtros não funcionam em todas as situações, os técnicos da Anatel concluíram que "não há incompatibilidade de operação entre a faixa de transmissão destinada à tecnologia 4G e a radiodifusão na frequência 700 mega-hertz (MHz)".
"Podemos adiantar que as técnicas de mitigação permitem a convivência. Não existe uma única técnica [de redução de interferências], e isso vai variar de acordo com o local. Em regra, o uso de filtro que vai ser a maior solução em termos proporcionais", disse Regina.
Levantamento da própria Anatel mostrou que a frequência da tecnologia 4G está ocupada em 885 cidades brasileiras.
Marcado para agosto, o leilão da faixa de frequência de 700 MHz, que será usada para a tecnologia 4G, deverá oferecer três lotes nacionais e um lote dividido em áreas menores.
O leilão terá duas rodadas, uma com os lotes maiores e outra com os lotes menores. Se na primeira rodada sobrar algum dos lotes nacionais, eles serão divididos em partes menores.
O edital para a licitação da faixa de 700 MHz aprovado pela Anatel determina que as famílias cadastradas no Programa Bolsa Família e no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) do governo federal vão receber equipamentos para poder captar o sinal de TV digital sem interferências da tecnologia 4G.
As famílias cadastradas no Bolsa Família vão receber um conversor de TV digital com filtro para receber o sinal de televisão digitalizado e minimizar possíveis interferências do 4G. Quem estiver no Cadastro Único e não receber o conversor vai receber apenas o filtro de recepção.
No ano passado, o governo federal antecipou o desligamento da TV analógicade 2016 para 2015.
INOVAÇÃO TECNOLÓGICA.

APARELHO PORTÁTIL PARA RECARREGAR CARROS ELÉTRICOS.

Mecânica

Aparelho portátil recarrega carro elétrico em tomada comum

Redação do Site Inovação Tecnológica - 08/05/2014
Sistema portátil permite recarregar carro elétrico em qualquer tomada
A maior dificuldade para desenvolver o sistema foi determinar para quem enviar a conta de energia. [Imagem: Premisa]
Portátil e honesto
Ainda existem muito poucos"postos" para abastecer carros elétricos.
O problema é que as redes elétricas nem sempre estão dimensionadas para isso.
A solução pode estar em um sistema portátil de recarregamento das baterias dos carros elétricos.
O protótipo foi construído por engenheiros do Instituto Tecnológico de Energia (ITE), na Espanha.
O sistema permite que os usuários recarreguem seus veículos elétricos em qualquer tomada, e não apenas naquelas especialmente projetadas para isso.
Segundo a equipe, o maior desafio foi garantir a segurança do procedimento e incluir um mecanismo de aferição correta do consumo de energia, evitando fraudes.
O aparelho funcionou com segurança em todas as tomadas onde foi plugado.
Já o sistema de aferição e cobrança pela energia exigirá que a empresa concessionária habilite cada tomada comum para esse uso.
Para evitar que a conta da energia usada na recarga do carro elétrico seja deixada para o infeliz dono da tomada, cada aparelho portátil possui um identificador único, que dirá à concessionária para quem mandar a conta.

terça-feira, 6 de maio de 2014

ANTENAS

Materiais Avançados

Antenas parabólicas ficam planas

Redação do Site Inovação Tecnológica - 30/04/2014
Metassuperfície: Superfície plana funciona como antena esférica
Protótipo da metassuperfície, que funciona da mesma forma que uma antena de formato esférico. [Imagem: Xiang Wan et al./10.1063/1.4870809]
Antenas planas
Esqueça as antenas parabólicas e suas derivações em formato de prato.
Pesquisadores chineses encontraram uma forma de fazer com que uma superfície plana interaja com as ondas eletromagnéticas exatamente da mesma forma que essas antenas.
Isso permitirá a construção de antenas não apenas planas, mas que também possam se conformar ao formato de superfícies irregulares.
Imagine, por exemplo, as antenas de TV por assinatura, que poderão ser nada mais do que um adesivo grudado na parede externa da sua casa.
Metassuperfícies
O avanço foi possível graças à óptica transformacional, que dá origem aosmetamateriais e às metassuperfícies.
Xiang Wan e seus colegas da Universidade Sudeste de Nanjing chamam sua antena plana de "lente metassuperficial óptica de grande largura de banda".
A estrutura é uma versão plana da bem conhecida lente de Luneburg, cujo princípio é amplamente empregado em radares e telecomunicações por micro-ondas.
Contudo, o formato esférico de uma lente de Luneburg torna-a inadequada para algumas aplicações, e mesmo suas aplicações tradicionais estão encontrando problemas devido ao "milagre da multiplicação das antenas" visto em todas as grandes cidades.
Wan e seus colegas construíram então uma lente de Luneburg plana, formada por uma malha de nanoestruturas metálicas em formato de U depositadas sobre uma superfície isolante.
"Nós agora temos três técnicas sistemáticas para manipular as ondas com metassuperfícies não-homogêneas, a óptica geométrica, a óptica holográfica e a óptica transformacional," disse o professor Tie Cui, responsável pela equipe.
"Essas tecnologias podem ser combinadas para explorar aplicações mais complicadas," prevê ele.
A inovação mereceu a capa da edição deste mês da revista Applied Physics Letters.
Bibliografia:

A broadband transformation-optics metasurface lens
Xiang Wan, Wei Xiang Jiang, Hui Feng Ma, Tie Jun Cui
Applied Physics Letters
Vol.: 104, 151601
DOI: 10.1063/1.4870809ANT

terça-feira, 15 de abril de 2014

TV MUNDIAL

É possível ter uma TV digital mundial?

Redação do Site Inovação Tecnológica - 15/04/2014
É possível ter uma TV digital mundial?
A tentativa é criar um "navegador" para as TVs digitais, que permitam a troca mundial de dados, como na internet. [Imagem: Marcos Santos/USP Imagens]
Nascida muito depois da internet, a TV digital tinha tudo para nascer global, usando um padrão mundial que permitisse a troca direta de informações.
Mas não foi assim, e hoje existem diferentes sistemas de televisão digital no mundo, como o brasileiro, japonês, europeu e norte-americano.
Pesquisadores do Centro Interdisciplinar de Tecnologias Interativas (CITI) da USP estão tentando corrigir esse descaminho.
Para isso eles estão lançando o Global ITV, um projeto que reúne pesquisadores e instituições brasileiras e europeias para desenvolver um sistema compatível de transmissão e recepção digital de áudio e vídeo de TV, mais plataformas de interatividade.
Interoperabilidade
Atualmente, os sistemas de TV digital ao redor do mundo não tem interoperabilidade, ou seja, não se comunicam entre si e por isso a produção audiovisual dos radiodifusores tem alcance limitado.
"Hoje, você não pode comprar uma TV nos Estados Unidos e trazer ao Brasil para assistir a programação da TV digital aberta, ela não vai funcionar pois os sistemas (linguagem, navegador) são diferentes," explica Marcelo Knörich Zuffo, professor da Escola Politécnica (Poli) da USP e um dos coordenadores brasileiros do Global ITV.
Zuffo destaca que a televisão tem a mesma característica da internet, são pequenos pacotes de dados que chegam digitalmente aos aparelhos. A diferença é que internet é interoperável e a TV digital não.
Isso significa que a pessoa pode acessar pela internet o mesmo conteúdo em qualquer país, em qualquer aparelho ou meio tecnológico, o que contribui para o avanço da internet em detrimento do conteúdo televisivo: "Isso é um problema mundial, por isso o Global ITV não se restringe aos mercados brasileiros e europeus que participam do projeto. Acreditamos que ele terá impacto global".
O problema é maior para os produtores de conteúdo, segundo Zuffo: "Essa falta de interoperabilidade impede o acesso aos grandes mercados de conteúdo. Para exportar um conteúdo audiovisual brasileiro linear e interativo, você precisa fazer um retrabalho para se adequar ao contexto tecnológico regional."
É possível ter uma TV digital mundial?
A diferença é que internet é interoperável e a TV digital não. [Imagem: Marcos Santos/USP Imagens]
Global ITV
A proposta do projeto é desenvolver uma tecnologia capar de tornar a televisão tão globalizada quanto a internet.
"A nossa contribuição técnica é conceber um navegador, browser, capaz de harmonizar todas essas tecnologias de diferentes sistemas de televisão digital, permitindo que qualquer conteúdo brasileiro desenvolvido aqui seja comercializado em escala global e vice-versa", afirma o professor da Poli.
Esse browser também trará resultados na rapidez da navegação do conteúdo interativo na televisão. De acordo com Zuffo, "hoje, há um sistema operacional para a TV e outro sistema para a TV conectada. Essas estruturas não estão harmonizadas, quando você muda de canal, é como se você estivesse reiniciando tudo. Vamos fazer a unificação dos sistemas, como se a televisão tivesse um computador interno".
A finalização do projeto está prevista para janeiro de 2015 e conta com um orçamento de R$ 3 milhões de reais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e €$ 1,5 milhão da União Europeia.

O MOTOR SUMIU

Realidade aumentada faz frente de Land Rover ficar transparente

Redação do Site Inovação Tecnológica - 15/04/2014

O motor sumiu
A Land Rover apresentou um conceito de realidade aumentada que torna "invisível" toda a parte frontal do carro.
A "mágica" é feita graças a duas câmeras de vídeo, uma montada embaixo do veículo e outra na grade frontal.
As imagens são mescladas por um software e o resultado é projetado sobre o pára-brisas, gerando a sensação de que o capô e tudo o que vem abaixo dele é transparente.
A tela no pára-brisas também seria utilizada para mostrar outras informações, como ângulo de inclinação do veículo, posição da direção, velocidade, marcha engrenada etc.
Uma parte frontal transparente parece ser mesmo bastante útil para a categoria dos veículos todo terreno, ou 4x4, onde saber onde pisa pode fazer a diferença entre continuar a viagem ou ficar atolado.
O problema é saber se as câmeras terão lentes autolimpantes, ou se toda a tecnologia vai por água abaixo na primeira espirrada de lama - principalmente no caso de uma câmera que fica embaixo do veículo.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

CERÂMICA PARA MOTORES

Materiais Avançados

Madrepérola inspira criação de cerâmica superdura

Redação do Site Inovação Tecnológica - 09/04/2014
Madrepérola inspira criação de cerâmica superdura
Estrutura da madrepérola natural (em cima) e da sintética (embaixo), na mesma escala. A estrutura modular empilhada é claramente visível nos dois casos. [Imagem: Sylvain Deville/Florian Bouville/LSFC]
Cerâmica superdura
Em 2008, cientistas norte-americanos fabricaram a cerâmica mais dura do mundo imitando a madrepérola.
Agora, uma equipe francesa fez isto de novo, com ganhos em relação ao material anterior, e ainda com acréscimos.
Florian Bouville e seus colegas do CNRS aumentaram ainda mais a dureza e a resistência da cerâmica, e ainda fizeram isto em um processo que pode ser aplicado industrialmente.
O novo material bioinspirado, quase 10 vezes mais forte do que uma cerâmica convencional, é o resultado de um processo de fabricação inovador que inclui uma etapa de congelamento.
A madrepérola artificial mantém suas propriedades até 600° C, o que a torna adequada para uma grande variedade de aplicações na indústria, incluindo motores de automóveis e geradores de energia.
A blindagem é outra aplicação natural de um material tão duro.
Madrepérola artificial
A madrepérola, que recobre as conchas de vários moluscos, é 95% composta de carbonato de cálcio na forma de um mineral chamado aragonita.
O que a torna tão dura é a sua estrutura interna hierárquica, semelhante a uma pilha de tijolos em um formato complexo, soldados entre si por uma argamassa composta de proteínas.
Para fabricar uma madrepérola artificial, os pesquisadores usaram como ingrediente principal a alumina, um material cerâmico comum, cujos grânulos têm o formato de plaquetas microscópicas.
O pó de alumina foi dissolvido em água, produzindo uma suspensão coloidal que foi esfriada para induzir o crescimento controlado de cristais do mineral, fazendo com que a alumina se automontasse na forma de pilhas de plaquetas.
O material final foi obtido depois de uma etapa final de densificação a alta temperatura.
Esta madrepérola artificial é 10 vezes mais resistente do que uma cerâmica de alumina convencional porque, para se espalhar, uma trinca precisa se mover em torno dos "tijolos" de alumina, um a um. Como este caminho forma um ziguezague, a trinca tem dificuldade de atravessar o material.
Outras cerâmicas
Uma das vantagens do processo é que ele não é exclusivo da alumina.
Segundo os pesquisadores, qualquer pó de cerâmica cujos grânulos assumirem a forma de plaquetas pode ser utilizado no processo, que pode ser implementado facilmente em escala industrial.
A tenacidade deste material bioinspirado poderá permitir fabricar peças menores e mais leves, sem aumento significativo dos custos em relação aos materiais atuais.
A madrepérola já serviu de inspiração também para a criação de um vidro quase inquebrável.
Bibliografia:

Strong, tough and stiff bioinspired ceramics from brittle constituents
Florian Bouville, Eric Maire, Sylvain Meille, Bertrand Van de Moortèle, Adam J. Stevenson, Sylvain Deville
Nature Materials
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nmat3915

sexta-feira, 4 de abril de 2014

CARRO NA PAREDE.

Mecânica

Corrida de carro na parede é possível

Redação do Site Inovação Tecnológica - 03/04/2014
Corrida de carro na parede é possível
Se a inequalidade na equação for garantida, o carro vai ficar "grudado" na pista e poderá correr pelas paredes. [Imagem: Cortesia Doug Davis/EIU]
Corrida na parede
É possível pilotar um carro de corridas atual em uma pista com uma inclinação de 90 graus em relação ao solo.
É o que garante uma equipe de quatro estudantes de física da Universidade de Leicester, no Reino Unido.
E os professores assinaram embaixo: o trabalho foi publicado em uma revista científica revisada, neste caso, não pelos pares, mas pelos mestres.
Segundo os cálculos da equipe, um carro viajando a uma velocidade de pelo menos 240 km/h teria aderência garantida em uma pista perfeitamente circular inclinada a 90º em relação ao solo.
Isto porque, segundo os cálculos, a força da gravidade agindo sobre o carro de corrida seria menor do que as forças friccionais mantendo o carro grudado na "parede".
Ben Jordan e seus colegas resolveram estudar o problema porque já foi demonstrado que os carros de corrida atingem as maiores velocidades nas curvas inclinadas de pistas como as usadas por categorias como Nascar e Indy.
Para tornar o trabalho mais genérico, eles analisaram o caso de dois carros, um carro de corrida Penske-Reynard-Honda e um carro de rua Audi TT.
Pista vertical circular
A primeira condição essencial para uma corrida de carros pelas paredes é que a pista seja circular, para garantir uma força centrípeta constante.
Outro fator fundamental é a pressão aerodinâmica, a força que tende a grudar o carro na pista - ou na parede - devido às suas características aerodinâmicas.
Os resultados mostram que, para um carro de corrida monoposto pesando cerca de 700 kg, a força da gravidade seria 8571 N menor do que a força de atrito, ou seja, o carro poderia correr tranquilamente na pista circular vertical.
Já para o carro de rua, com seus 1.390 kg, a força da gravidade seria cerca de 6400 N maior do que a força de atrito, o que significa que ele fatalmente cairia.
Problemas práticos
Contudo, mesmo para os monopostos de corrida, uma pista circular vertical provavelmente nunca se tornará realidade.
Primeiramente porque construir uma pista assim seria muito caro, sem contar os desafios de engenharia para construir as faixas de entrada e saída do circuito circular.
E, mais importante, a gravidade continuaria agindo no caso de um acidente que diminuísse bruscamente a velocidade dos carros, quando então a queda seria fatal.
Bibliografia:

P2_2 Racing on the Edge
Ben Jordan, Oliver Joule, Thomas Morris, Katie Raymer
Journal of Physics Special Topics
Vol.: 12, No 1
https://physics.le.ac.uk/journals/index.php/pst/article/view/629/432

terça-feira, 25 de março de 2014

Bateria que respira

Energia

Bateria que respira promete dar fôlego aos carros elétricos

Redação do Site Inovação Tecnológica - 24/03/2014
Autonomia elétrica
Desde que se descobriu a possibilidade técnica de construirbaterias de lítio-ar que inúmeros grupos de pesquisas ao redor do mundo vêm tentando fabricar essa bateria que respira.
Os cálculos indicam que uma bateria de ar-lítio pode armazenar 10 vezes ou mais energia do que as melhores baterias de íons de lítio disponíveis no mercado atualmente.
A principal diferença entre as baterias de íons de lítio e a bateria de lítio-ar é que esta substitui o catodo tradicional - um componente-chave da bateria envolvido no fluxo da corrente elétrica - pelo ar atmosférico.
Isso torna a bateria recarregável mais leve e com maior densidade de energia.
O problema é que tem sido difícil construir essas baterias de forma que elas consigam respirar por longos períodos sem se degradar.
Os melhores resultados foram relatados agora pela equipe do professor Nobuyuki Imanishi, da Universidade Mie, no Japão.
"A densidade prática de energia do nosso sistema é de mais de 300 Wh/kg [watts-hora por quilograma], em comparação com a densidade de energia de uma bateria de íons de lítio comercial, que é de 150 Wh/kg," disse Imanishi.
Isso seria suficiente para dar aos carros elétricos a mesma autonomia que um carro a gasolina tem hoje com um tanque cheio.
Bateria que respira promete dar fôlego aos carros elétricos
A bateria ar-lítio - a barra inferior, identificada como lítio-oxigênio - tem uma densidade de energia muito superior às baterias mais modernas. [Imagem: Cortesia Winfried Wilcke/IBM]
Bateria de ar-lítio
A receita do professor Imanishi para fazer uma bateria lítio-ar prática parece bem simples: adicionar água ao eletrólito, o material que conduz os elétrons entre os eletrodos.
Esse design "aquoso" impede que o lítio reaja com os gases da atmosfera, além de permitir reações mais rápidas no eletrodo "aéreo".
Para evitar que a água danifique o lítio, os pesquisadores fizeram um sanduíche de polímero com alta condutividade e um eletrólito sólido entre o eletrodo de lítio e a solução aquosa.
O resultado foi uma bateria com capacidade para reter o dobro da energia de uma bateria de íons de lítio convencional.
A tarefa agora é aumentar a vida útil da bateria que respira, que sobreviveu a 100 ciclos de inspiração e expiração (recarga e descarga), o que significa que ela ainda precisa ganhar algum fôlego.

sexta-feira, 14 de março de 2014

CONSERTOS DE TELEVISORES COM GARANTIA.


                                                      TV LCD ABERTA

                                               
                                                              TV LCD



                                                  APARELHOS EM TESTE

COLOCAÇÃO DE SISTEMA MULTIMÍDIA EM AUTOMÓVEL ANTIGO


                                                      PAINEL ORIGINAL


PAINEL DESMONTADO


                                                    PAINEL MONTADO





                         VENHA FAZER UM ORÇAMENTO SEM COMPROMISSO

terça-feira, 4 de março de 2014

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

SISTEMA OPERACIONAL DA FORD PODERÁ SER TROCADO.

Ford pode trocar Microsoft por Blackberry

Sistema operacional para centrais múltímidia dos carros pode ser substituido
Próxima geração do Sync pode ser concebido pela Blackberry - Ford/Divulgação
Ford/Divulgação
Próxima geração do Sync pode ser concebido pela Blackberry
A Ford foi uma das pioneiras a investir em sistemas de multimídia integrados em seus carros, no caso o Sync, desenvolvido em parceria com a Microsoft e presente a partir do Fiesta em carros da marca.
Apesar do sucesso, a união entre as gigantes norte-americanas pode estar próxima de acabar, pois a marca do oval azul estaria negociando uma nova parceria com a Blackberry, empresa canadense especializada em smartphones corporativos.
O motivo para a mudança são os recorrentes problemas de software que o sistema Sync vem enfrentando, mesmo com a chega da segunda geração, e que têm sido transformados em reclamações dos clientes.
LEIA MAIS NO JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO.