quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
Demônio de Maxwell atômico faz sua própria Lei da Termodinâmica
Demônio de Maxwell atômico faz sua própria Lei da Termodinâmica: Quando as coisas são muito miniaturizadas, a geração aleatória de calor passa a ser um dos principais obstáculos para o avanço da nanotecnologia.
A tela que vai viabilizar realidades virtual e aumentada
A tela que vai viabilizar realidades virtual e aumentada: Está nascendo a tecnologia de telas e monitores que vai viabilizar a realidade virtual e a realidade aumentada.
Terahertz deixa satélites tão rápidos quanto fibras ópticas
Terahertz deixa satélites tão rápidos quanto fibras ópticas: Outra possibilidade, completamente nova, oferecida pelo iwireless/i terahertz, é a alta taxa de dados com latência mínima, algo que nem as fibras oferecem.
sábado, 4 de fevereiro de 2017
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HELLBLOG: Qual é a melhor opção: ligar e desligar o PC ou de...: Qual é a melhor opção: ligar e desligar o PC ou deixá-lo ligado direto? : A opção de ligar e desligar o PC várias vezes pode causar problema...
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
HELLBLOG: Mais Brasil Menos Corrupção
HELLBLOG: Mais Brasil Menos Corrupção: Façamos 1 minuto de silêncio em respeito à todos aqueles brasileiros que morreram no sus sem o mínimo de dignidade humana, sem a dignidade ...
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Nanopartículas atingem complexidade das proteínas
Nanopartículas atingem complexidade das proteínas: Isto permitirá construir nanopartículas para as mais diversas finalidades, incluindo a construção de circuitos eletrônicos, novos materiais e novos medicamentos.
Pele sintética faz robôs detectarem humanos pelo calor
Pele sintética faz robôs detectarem humanos pelo calor: Uma pele artificial que imita a pele das cobras permitirá que os robôs se tornem mais seguros para os humanos.
Conversão de calor em luz dobra eficiência de células solares
Conversão de calor em luz dobra eficiência de células solares: Um semicondutor projetado em nanoescala dobra a taxa de conversão de energia das células solares, elevando-a para pelo menos 40%.
sábado, 21 de janeiro de 2017
Atingida temperatura abaixo do limite quântico
Atingida temperatura abaixo do limite quântico: Os resultados foram uma completa surpresa para os especialistas na área. É uma experiência muito elegante que certamente terá um grande impacto.
Grafeno aproxima-se da produção industrial
Grafeno aproxima-se da produção industrial: Os primeiros produtos já poderão ser lançados em dois a três anos - o que inclui telas sensíveis ao toque que não quebram.
Nanochaminés de carbono tiram calor de processadores
Nanochaminés de carbono tiram calor de processadores: O calor é transferido através de fônons, que são ondas - ou quasipartículas - que também transmitem o som.
Computação ternária: A memória que também processa os dados
Computação ternária: A memória que também processa os dados: Pesquisadores de Cingapura e da Alemanha descobriram uma maneira de fazer com que os chips de memória executem tarefas de computação.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Algoritmos de neurociência não conseguem entender cérebro de processador
Algoritmos de neurociência não conseguem entender cérebro de processador: Algoritmos de inteligência artificial não conseguem descrever como o microprocessador do console Atari realmente funciona.
Estudante cria tecnologia de impressão 3D de metais fundidos
Estudante cria tecnologia de impressão 3D de metais fundidos: Ela poderá dominar o mercado de impressão metálica porque ela imprime mais rápido, mais barato e com melhor qualidade.
Memória RAM magnetoelétrica antiferromagnética
Memória RAM magnetoelétrica antiferromagnética: O novo tipo de memória consome pouquíssima energia, não esquenta e não perde os dados na falta de eletricidade.
sábado, 14 de janeiro de 2017
Brasileiros capturam luz e movimento com sensor optomecânico
Brasileiros capturam luz e movimento com sensor optomecânico: Configurável e compatível com a fabricação industrial, é uma solução prática para melhorar os sensores de celulares e automóveis.
iMEMS: Vêm aí os robôs moles implantáveis
iMEMS: Vêm aí os robôs moles implantáveis: Surge uma nova classe de aparelhos e robôs que podem ser implantados com segurança no corpo humano.
Transístor estica mais que a pele
Transístor estica mais que a pele: É o componente ideal para eletrônicos de vestir, tatuagens eletrônicas e peles artificiais.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
Os perigos que a Inteligência Artificial trará à humanidade
Os perigos que a Inteligência Artificial trará à humanidade: O grande medo é que os humanos se tornem meros usuários da tecnologia, e não mais a força que a controla.
Transistores que reciclam energia funcionam anos sem bateria
Transistores que reciclam energia funcionam anos sem bateria: Eles são baseados em uma uma característica não desejável que os engenheiros vinham tentando evitar a todo custo.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
SOS Animal com amor: Marketing do bem
SOS Animal com amor: Marketing do bem: Anúncios Empresas A cada dia a internet ganha mais espaço na área de vendas . Se você tem uma empresa ou site voltado para a venda de p...
quinta-feira, 5 de janeiro de 2017
Novo material para telas sensíveis ao toque
Novo material para telas sensíveis ao toque: A tecnologia responsável por viabilizar os ismartphones/i e tablets vai ter novidades.
Primeira demonstração de inteligência artificial com spintrônica
Primeira demonstração de inteligência artificial com spintrônica: A demonstração de uma rede neural em hardware baseada na spintrônica deverá abrir novos horizontes para a Inteligência Artificial.
Compósitos aeroespaciais ganham energia para ir para os carros
Compósitos aeroespaciais ganham energia para ir para os carros: As fibras de carbono ganharam condutividade elétrica e térmica, abrindo caminho para seu uso pela indústria automotiva.
Células solares de plástico feitas a temperatura ambiente
Células solares de plástico feitas a temperatura ambiente: São certamente desenvolvimentos entusiasmantes no caminho para transformar a fotovoltaica orgânica em uma tecnologia comercial.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
HELLBLOG: FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO.
HELLBLOG: FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO.: AMIGOS E TAMBÉM INIMIGOS AFINAL OPINIÃO É COMO BUNDA CADA UM TEM A SUA, QUE ME SEGUEM NO TWITER, FACEBOCK E BLOGS ( cidmahtuk.blogspo...
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
sábado, 17 de dezembro de 2016
HELLBLOG: Está pronto ar-condicionado que manda calor para o...
HELLBLOG: Está pronto ar-condicionado que manda calor para o...: Está pronto ar-condicionado que manda calor para o espaço Com informações da New Scientist - 15/12/2016 O emissor termal, que envia...
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HELLBLOG: Chip para telescópios vai fotografar planetas alie...: Chip para telescópios vai fotografar planetas alienígenas Redação do Site Inovação Tecnológica - 14/12/2016 Detalhe do chip, que se...
Nanogerador usa movimento humano para alimentar tela e LEDs
Nanogerador usa movimento humano para alimentar tela e LEDs
Redação do Site Inovação Tecnológica - 14/12/2016
É um dos primeiros nanogeradores a produzir eletricidade com uma potência útil para alimentar aparelhos de verdade. [Imagem: Wei Li et al. - 10.1016/j.nanoen.2016.10.007]
Energia pelo movimento
Há algum tempo osnanogeradores - dispositivos capazes de gerar eletricidade a partir de coisas como o andar, a respiração, os batimentos cardíacos, ou mesmo as vibrações e o som do ambiente - vêm prometendo dar um alívio para as baterias dos aparelhos portáteis.
Parece que eles finalmente estão chegando lá.
O protótipo mais recente já consegue alimentar uma tela de LCD, um banco de 20 LEDs e até um teclado flexível, tudo dependendo apenas de um movimento simples de toque ou pressão - no caso do teclado, por exemplo, o próprio movimento de apertar as teclas gera a eletricidade para o funcionamento do dispositivo.
"Nós estamos no caminho certo rumo a aparelhos de vestir alimentados pelo movimento humano. O que eu prevejo, relativamente para breve, é você não ter que recarregar seu celular por uma semana inteira, por exemplo, porque a energia será produzida pelo seu movimento," disse o professor Nelson Sepúlveda, da Universidade Estadual de Michigan, nos EUA.
Nanogerador biocompatível
O nanogerador construído por Sepúlveda e seus alunos tem a forma de um filme, uma película muito fina, que pode ser dobrada para aumentar a potência gerada.
O processo começa com folhas finas de silicone, cada uma recebendo a adição de substâncias diferentes (prata, poliimida e polipropileno ferroeletreto). São adicionados íons a cada folha, de modo que cada uma contenha partículas carregadas. Todas elas são empilhadas, cada uma tornando-se uma camada do nanogerador.
A energia elétrica é produzida quando o nanogerador é comprimido por uma força mecânica qualquer, como o movimento do corpo humano.
Biocompatível
Este nanogerador se insere na classe dos FENGs (Ferroelectret Nanogenerator), nanogeradores feitos de materiais biocompatíveis, o que os deixa prontos para entrar em contato com o corpo humano sem risco de contaminação.
Além de produzir eletricidade com potência suficiente para alimentar aparelhos práticos, o nanogerador flexível também é um dos mais baratos já fabricados, de acordo com a equipe.
Bibliografia:
Flexible and biocompatible polypropylene ferroelectret nanogenerator (FENG): On the path toward wearable devices powered by human motion
Wei Li, David Torres, Tongyu Wang, Chuan Wang, Nelson Sepúlveda
Nano Energy
Vol.: 30, December 2016, Pages 649-657
Flexible and biocompatible polypropylene ferroelectret nanogenerator (FENG): On the path toward wearable devices powered by human motion
Wei Li, David Torres, Tongyu Wang, Chuan Wang, Nelson Sepúlveda
Nano Energy
Vol.: 30, December 2016, Pages 649-657
Raio trator já consegue capturar seres vivos
Raio trator já consegue capturar seres vivos
Redação do Site Inovação Tecnológica - 15/12/2016
Imagem da distribuição da informação genética da Escherichia coli manipulada pelo raio trator, cujos raios são invisíveis. [Imagem: Bielefeld University]
Raio trator a laser
Físicos alemães construíram um raio trator óptico, baseado em raios laser, que consegue capturar, puxar e revirar microrganismos vivos, incluindo bactérias, algas e até células humanas.
Enquanto muitos esperam que essa tecnologia permita um dia acabar com o problema do lixo espacial, arrastando os satélites obsoletos para que eles queimem na reentrada na atmosfera de forma controlada, Robin Diekmann e seus colegas da Universidade Bielefeld já estão fazendo uma revolução namicroscopia.
Usando o raio trator, a equipe obteve imagens de superresolução do DNA de bactérias individuais. Isto porque o raio trator de luz elimina o problema da manipulação das amostras - colocar as células, sejam bactérias ou glóbulos vermelhos, sobre a placa de vidro, tirando-as de seu ambiente natural, onde elas nadam livremente em uma solução, altera sua estrutura, geralmente fazendo com que elas morram rapidamente.
"Nosso novo método nos permite pegar células que não podem ser ancoradas em superfícies e então usar uma armadilha óptica para estudá-las em resolução muito alta. As células são mantidas no lugar por um tipo de raio trator óptico. O princípio por trás desse raio trator é similar ao conceito visto na série Jornada nas Estrelas," disse o professor Thomas Huser.
Raio trator infravermelho
O raio trator a laser, que já havia sido demonstrado em partículas inorgânicas, é constituído por dois feixes de luz: um aprisiona a célula e outro é usado para movê-la livremente.
"O que é singular é que as amostras não apenas são imobilizadas sem um substrato, mas elas também podem ser giradas e rotacionadas. O feixe de laser funciona como uma mão melhorada para fazer pequenos ajustes no microscópio," explicou Huser.
"Quando este raio laser é dirigido para uma célula, geram-se forças dentro da célula que a mantêm dentro do foco do feixe. O feixe de laser é muito intenso mas invisível a olho nu, porque usa a luz infravermelha," explicou Diekmann.
Graças à possibilidade de girar as células, os pesquisadores puderam estudar a estrutura tridimensional do DNA em uma resolução de cerca de 0,0001 milímetro.
Bibliografia:
Nanoscopy of bacterial cells immobilized by holographic optical tweezers
Robin Diekmann, Deanna L. Wolfson, Christoph Spahn, Mike Heilemann, Mark Schüttpelz, Thomas Huser
Nature Communications
Vol.: 7, Article number: 13711
DOI: 10.1038/ncomms13711
Nanoscopy of bacterial cells immobilized by holographic optical tweezers
Robin Diekmann, Deanna L. Wolfson, Christoph Spahn, Mike Heilemann, Mark Schüttpelz, Thomas Huser
Nature Communications
Vol.: 7, Article number: 13711
DOI: 10.1038/ncomms13711
Quase Matrix: Jogar usando apenas o cérebro
Quase Matrix: Jogar usando apenas o cérebro
Com informações da Universidade de Washington - 16/12/2016
"Nós estamos essencialmente tentando dar aos seres humanos um sexto sentido."
[Imagem: University of Washington]
[Imagem: University of Washington]
Matrix na realidade
Pesquisadores da Universidade de Washington, nos EUA, fizeram a primeira demonstração de um jogo de computador no qual os jogadores usam apenas o cérebro.
Os jogadores recebem as informações do jogo por meio de uma técnica chamada estimulação cerebral direta - sem depender de quaisquer sinais sensoriais usuais da visão, audição ou toque.
O conceito geral é similar ao da série Matrix, onde os humanos conectam seu cérebro diretamente em um mundo virtual que máquinas conscientes projetaram para escravizar a humanidade.
A diferença é que não é preciso instalar um plugue na nuca do voluntário - e, ao menos por enquanto, em vez de algo que possa ser chamado de realidade virtual, está um jogo 2D bastante simples.
Cérebro cria realidade
Os voluntários tinham que navegar por 21 labirintos diferentes, com duas opções de movimento - para frente ou para baixo -, com base apenas em se eles sentiam ou não um artefato de estimulação visual chamado fosfeno, que era percebido como bolhas ou barras de luz.
Para sinalizar para qual direção se mover, os pesquisadores geravam os fosfenos através da estimulação magnética transcraniana, uma técnica bem conhecida que usa uma bobina magnética colocada perto do crânio para estimular diretamente - mas de forma não invasiva - uma área específica do cérebro.
Não é preciso instalar um plugue na nuca do voluntário, como em Matrix, mas o aparelho é grande e volumoso. [Imagem: Darby M. Losey et al. - 10.3389/frobt.2016.00072]
"A questão fundamental que queríamos responder era: o cérebro pode fazer uso de informações artificiais que ele nunca viu antes, que sejam entregues diretamente, para navegar em um mundo virtual ou fazer tarefas úteis sem outra entrada sensorial? E a resposta é sim," disse Rajesh Rao, coordenador do experimento. "Hoje a realidade virtual é feita através de monitores, fones de ouvido e óculos, mas, em última análise, é o seu cérebro que cria sua realidade."
Os cinco voluntários fizeram os movimentos corretos nos labirintos em 92% do tempo depois de receber a sinalização via estimulação cerebral direta, em comparação com 15% quando eles não tinham essa orientação.
Sexto sentido
O experimento usa informações binárias - se um fosfeno está presente ou não - para permitir que os jogadores saibam se há um obstáculo à frente deles no labirinto. No mundo real, mesmo esse tipo de entrada simples poderia ajudar pessoas cegas ou deficientes visuais a andar de forma autônoma.
Teoricamente, uma variedade de sensores instalados no corpo de uma pessoa - câmeras de infravermelho, ultrassom, sensores de distância a laser etc - poderiam transmitir informação sobre algo que está em volta ou se aproximando da pessoa no mundo real a um estimulador direto do cérebro que dê a essa pessoa a informação necessária para orientar suas ações.
"A tecnologia não está lá ainda - a ferramenta que usamos para estimular o cérebro é um equipamento volumoso que você não conseguiria carregar com você," disse Andrea Stocco, coautor do trabalho. "Mas eventualmente poderemos substituir o hardware por algo que seja passível de aplicações no mundo real."
"Nós estamos essencialmente tentando dar aos seres humanos um sexto sentido," complementou Darby Losey, principal responsável pelo projeto. "A maior parte do esforço neste campo de engenharia neural tem-se concentrado na decodificação de informações do cérebro. Nós estamos interessados em como você pode codificar informações para o cérebro."
Bibliografia:
Navigating a 2D Virtual World Using Direct Brain Stimulation
Darby M. Losey, Andrea Stocco, Justin A. Abernethy, Rajesh P. N. Rao
Frontiers in Robotics and AI
DOI: 10.3389/frobt.2016.00072
Navigating a 2D Virtual World Using Direct Brain Stimulation
Darby M. Losey, Andrea Stocco, Justin A. Abernethy, Rajesh P. N. Rao
Frontiers in Robotics and AI
DOI: 10.3389/frobt.2016.00072
Carros elétricos: a bateria ou a célula de combustível?
Carros elétricos: a bateria ou a célula de combustível?
Redação do Site Inovação Tecnológica - 16/12/2016
Os veículos elétricos alimentados por célula a combustível oferecem várias vantagens em relação àqueles alimentados por baterias, mas os custos ainda são um obstáculo.[Imagem: Universidade de Delaware/Jeffrey Chase]
Carros de emissão zero
A rota rumo aos veículos de emissão zero tomou dois caminhos diferentes, um em direção aos carros elétricos a bateria, como o Tesla, e o outro em direção aos carros movidos a células de combustível, como o Toyota Mirai.
Mas qual é a melhor aposta a longo prazo, tanto em termos tecnológicos, quanto em termos de custo?
Em um artigo publicado pela revista Nature, Brian Setzler e colegas da Universidade de Delaware, nos EUA, fazem algumas contas simples para defender que, qualquer que seja o caminho a percorrer, ele deverá ser trilhado a bordo de um carro movido a célula de combustível.
Em resumo, o argumento da equipe parece ser incontestável: os carros elétricos alimentados por célula de combustível preservam melhor as vantagens dos automóveis a gasolina, como um custo inicial mais baixo, uma longa autonomia e um reabastecimento rápido.
Mas a equipe defende que, para tudo isto se tornar realidade, pode ser necessário fazer avançar uma nova tecnologia de célula a combustível, diferente da que está sendo trabalhada pela maioria das equipes e indústrias ao redor do mundo.
Já existem carros movidos com as células a combustível defendidas pelos pesquisadores - carros bem pequenos ainda. [Imagem: UPC]
Tecnologia das células a combustível
Para a equipe, o problema está na dependência dos caros catalisadores à base de platina apresentada pelas células de combustível tradicionais, conhecidas como PEMFCs, sigla em inglês para células a combustível de membrana de troca de prótons. É por isto que eles estão apostando em uma tecnologia alternativa, chamada HEMFC, sigla para célula de combustível de membrana da troca de hidróxido, que tem grandes vantagens de custo.
A razão para essa mudança é uma questão de aritmética simples.
"Para que os carros a célula de combustível se tornem realidade, o DOE [Departamento de Energia dos EUA] estabeleceu um custo do sistema de US$ 30 por quilowatt, o que se traduz em cerca de US$ 2.400 por carro. Neste momento, o custo das PEMFCs é de US$ 52 por kilowatt, que é uma melhoria grande em relação a onde a tecnologia começou.
"Mas o catalisador representa apenas cerca de US$ 12 desse total, deixando US$ 40 para o custo dos outros componentes. Então, mesmo que façamos algumas mágicas, não podemos completar o restante do caminho até aquele objetivo de US$ 30 usando as PEMFCs," argumentou o professor Yushan Yan, coordenador da equipe.
Os esforços em busca de uma nova tecnologia para as baterias também seguem vigorosos, o que pode mudar o jogo. [Imagem: William Dichtel/Northwestern University]
Trabalhar juntos
No artigo, a equipe reconhece que há desafios a vencer, e defende algumas providências para que o caminho rumo aos carros a células de combustível possam se tornar uma realidade.
"Em primeiro lugar, para se tornarem uma realidade comercial, os motores a células de combustível têm que atingir uma paridade de custo com seus equivalentes a gasolina. E passar de uma plataforma ácida, com a PEMFC, para um sistema base, com a HEMFC, permitirá um benefício colateral na redução de todos os custos associados.
"Então, se concordarmos que essa é a melhor abordagem, precisamos juntar todos os membros da comunidade de pesquisa da HEMFC. Se quisermos ter sucesso, temos que trabalhar juntos," disse Yan, acrescentando que apenas ter um custo mais baixo pode não ser suficiente.
"Não é possível comparar nossos resultados de hoje com os de ontem ou do dia anterior. Para ter sucesso comercialmente com as HEMFCs temos que igualar ou superar o desempenho das PEMFCs. É simples assim - não podemos ter sucesso sem alcançar uma paridade de desempenho," concluiu Yan.
É claro que todos estes comparativos podem mudar se a outra rota, a dos carros elétricos a bateria, se deparar com uma inovação tecnológica disruptiva - uma que consiga melhorar as baterias.
Bibliografia:
Activity Targets for Nanostructured Platinum Group Metal-Free Catalysts in Hydroxide Exchange Membrane Fuel Cells
Brian P. Setzler, Zhongbin Zhuang, Jarrid A. Wittkopf, Yushan Yan
Nature Nanotechnology
Vol.: 11, 1020-1025
DOI: 10.1038/nnano.2016.265
Activity Targets for Nanostructured Platinum Group Metal-Free Catalysts in Hydroxide Exchange Membrane Fuel Cells
Brian P. Setzler, Zhongbin Zhuang, Jarrid A. Wittkopf, Yushan Yan
Nature Nanotechnology
Vol.: 11, 1020-1025
DOI: 10.1038/nnano.2016.265
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
HELLBLOG: ME PARECE QUE OS JULGAMENTOS FORAM FEITOS PELO STF...
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Tinta termoelétrica transforma calor em eletricidade
Energia
Tinta termoelétrica transforma calor em eletricidade
Redação do Site Inovação Tecnológica - 12/12/2016
Para a geração de eletricidade, o material é fabricado em duas versões: positivo (p-type) e negativo (n-type). [Imagem: UNIST]
Resfriamento com geração de eletricidade
Uma tinta especial aplicada sobre peças e equipamentos quentes - motores, turbinas, caldeiras etc. - pode não apenas simplificar os mecanismos de resfriamento desses equipamentos, como também usar esse calor para produzir eletricidade.
Esse duplo ganho tornou-se possível com o desenvolvimento de um material termoelétrico - um material que gera eletricidade a partir de um diferencial de temperatura - com uma viscosidade que permite sua aplicação por aspersão, como uma tinta.
De quebra, torna-se possível extrair o calor residual de peças de qualquer formato - como os materiais termoelétricos atuais são fabricados na forma de placas, eles são mais adequados para superfície planas, o que não permite a obtenção de uma eficiência máxima, já que o calor emana de todas as reentrâncias das peças.
"Nosso material termoelétrico pode ser aplicado sobre qualquer fonte de calor, independentemente da sua forma, tipo e tamanho. Ele se colocará como um novo tipo de sistema de geração de energia renovável," disse o professor Jae Sung Son, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia da Coreia do Sul.
Calor ou frio
O novo material termoelétrico possui propriedades físicas que o fazem comportar-se como um líquido. Depois de aplicado, ele seca e transforma a superfície inteira que foi pintada em um coletor de calor.
Em laboratório, a equipe obteve uma densidade de energia de 4 miliwatts por centímetro quadrado de superfície pintada.
"Com módulos termoelétricos integrais [aplicados] por meio de um processo de pintura, nós podemos superar as limitações dos módulos termoelétricos planos e podemos coletar a energia do calor de forma mais eficiente. Os sistemas de geração termoelétrica poderão ser desenvolvidos qualquer que seja a necessidade do usuário, e o custo de fabricação também pode ser grandemente reduzido pela economia de materiais e pela simplificação dos processos," completou Son.
Como o efeito termoelétrico funciona nos dois sentidos, o material também pode ser usado para refrigeração, nas tão esperadas geladeiras de estado sólido, por exemplo.
Bibliografia:
High-performance shape-engineerable thermoelectric painting
Sung Hoon Park, Seungki Jo, Beomjin Kwon, Fredrick Kim, Hyeong Woo Ban, Ji Eun Lee, Da Hwi Gu, Se Hwa Lee, Younghun Hwang, Jin-Sang Kim, Dow-Bin Hyun, Sukbin Lee, Kyoung Jin Choi, Wook Jo, Jae Sung Son
Nature Communications
Vol.: 7, Article number: 13403
DOI: 10.1038/ncomms13403
High-performance shape-engineerable thermoelectric painting
Sung Hoon Park, Seungki Jo, Beomjin Kwon, Fredrick Kim, Hyeong Woo Ban, Ji Eun Lee, Da Hwi Gu, Se Hwa Lee, Younghun Hwang, Jin-Sang Kim, Dow-Bin Hyun, Sukbin Lee, Kyoung Jin Choi, Wook Jo, Jae Sung Son
Nature Communications
Vol.: 7, Article number: 13403
DOI: 10.1038/ncomms13403
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