sábado, 10 de janeiro de 2015

"Baleia do Céu"

Mecânica

Conceito de avião futurístico é uma "Baleia do Céu"

Com informações da BBC - 09/01/2015
Isto é um avião ou uma baleia voadora?
[Imagem: Oscar Vinals]
Baleia do céu
Existem várias propostas para os aviões do futuro, incluindo um avião-conceito da Airbus e várias propostas da NASA para "aviões modelo 2025".
Mas o AWWA Sky Whale (baleia do céu, em tradução livre) é uma aeronave conceitual projetada não por engenheiros, mas por um designer, o espanhol Oscar Vinals.
Com três andares para passageiros, ele parece mesmo o cruzamento de uma baleia com uma espaçonave de ficção científica.
Mas será que esse projeto colossal é o prenúncio do futuro do transporte aéreo?
No mundo da aviação comercial, maior geralmente significa melhor. O despontar da era dos jatos trouxe modelos como o Boeing 707, uma aeronave capaz de carregar mais passageiros mais rapidamente do que qualquer modelo a hélice.
Nas décadas que se seguiram, os aviões ficaram cada vez maiores. O advento dos Boeing 747 possibilitou ainda mais passageiros por voo, barateando as passagens. Hoje, o Airbus A380 pode levar entre 500 e 850 pessoas.
"Viajar no Sky Whale poderia ser como viajar em sua própria poltrona de cinema, curtindo o que está acontecendo à sua volta; com algum ruído de motor ao fundo, mas com uma grande sensação de segurança dentro de uma estrutura ampla e inteligente," diz Vinals.
Isto é um avião ou uma baleia voadora?
[Imagem: Oscar Vinals]
Decolagem vertical
O projeto usa tecnologias avançadas ou meramente conceituais, como janelas que se consertam sozinhas, motores giratórios (tiltrotor) que permitem uma decolagem quase vertical e uma propulsão híbrida.
"Os motores e as baterias são alimentados por uma turbina dentro das asas, com um dínamo potente e de alta velocidade," explica o designer.
O projeto também precisaria de um sistema para redirecionar o fluxo de ar para os motores e para controlar o fluxo laminar, ou seja, para reduzir a turbulência em torno do avião e diminuir o arrasto.
Vinals reconhece que nenhuma dessas tecnologias é viável em larga escala atualmente, mas todas elas "são possíveis".
"Fiz esse projeto porque sou um entusiasta da aviação e das viagens aeroespaciais - da tecnologia, do desenvolvimento e da evolução. E gostaria de contribuir com a minha visão", justificou.
Isto é um avião ou uma baleia voadora?
[Imagem: Oscar Vinals]
Evolução em lugar de revolução
Segundo Michael Jump, professor de engenharia aeroespacial da Universidade de Liverpool, na Inglaterra, existem três fatores a serem levados em conta quando se avalia o design de um avião e que servem como uma estimativa de eficiência.
Eles são conhecidos como a Equação de Breguet: eficiência propulsiva (o quão eficazes são os motores), eficiência aerodinâmica (se existe maximização da sustentação e redução do arrasto) e eficiência estrutural (quantos passageiros podem ser transportados).
Tecnicamente, o melhor design é aquele que maximiza todas estas três variáveis. Os grandes fabricantes de aviões já fizeram pequenas alterações a essa equação, mas na prática ficaram fiéis aos designs já testados e aprovados.
"Empresas como a Boeing e a Airbus têm muita experiência em construir aviões que se parecem com um tubo com asas," diz Jump. "Quando querem desenhar um novo modelo, acabam optando por evoluir em vez de revolucionar".
O cilindro é também uma maneira estruturalmente eficiente de conter a pressão atmosférica, o que os aviões têm de fazer para manter a pressurização da cabine adequada para os passageiros quando voam em grandes altitudes.
Isto é um avião ou uma baleia voadora?
[Imagem: Oscar Vinals]
Inspiração e imaginação
Mark Drela, professor do departamento de aeronáutica do MIT, concorda: "A fuselagem do avião é um recipiente de pressão. Para isso, é realmente necessário que se tenha uma seção circular. Você não vê tanques de oxigênio para mergulho retangulares. Ser redondo significa ser leve."
E, em um avião, peso é tudo. "Os aviões têm a cara que têm não por causa de uma decisão estética, mas essencialmente por motivos técnicos. A forma segue a função," explica Drela.
Além disso, para um fabricante vender um novo modelo de avião, é preciso demonstrar que ele é seguro. As regulamentações de segurança evoluíram ao longo de um século de voos tripulados, mas com um desenho radical seria muito mais difícil demonstrar isso.
"O avião otimizado é como um grande conjunto de concessões. É uma tarefa colossal poder equilibrar tudo", diz Drela.
Assim, talvez uma baleia com asas não seja a melhor proposta, mas Vinals prefere a inspiração e a imaginação, citando Albert Einstein: "A sua imaginação é a pré-visualização das próximas atrações da vida".

Caminhões aerodinâmicos

Mecânica

Caminhões aerodinâmicos podem economizar bilhões em combustível

Redação do Site Inovação Tecnológica - 06/01/2015
Caminhões aerodinâmicos podem economizar bilhões em combustível
Imagens computacionais representando uma única simulação do fluxo de ar em torno de um veículo pesado típico na velocidade máxima da estrada, a partir de diferentes pontos de vista.[Imagem: K.Salari/LLNL]
Caminhões aerodinâmicos
Os caminhões consomem mais de 10% de todo o petróleo usado por um país.
Esse consumo de combustível poderia ser reduzido em bilhões de litros anuais apenas melhorando a aerodinâmica desses veículos, mediante o uso de dispositivos de redução de arrasto.
A conclusão vem de uma série de testes e simulações realizadas por engenheiros do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, nos Estados Unidos.
Kambiz Salari e Jason Ortega fizeram testes aerodinâmicos em um modelo detalhado de um caminhão, em escala 1/8, em um túnel de vento da NASA, no Centro de Pesquisa Ames.
"Estamos no processo de concepção do formato da próxima geração de veículos pesados altamente aerodinâmicos e integrados para diminuir radicalmente o arrasto aerodinâmico e melhorar a eficiência de combustível," disse Salari.
Caminhões aerodinâmicos podem economizar bilhões em combustível
O fluxo de ar ao redor do veículo é realçado por linhas cujas cores representam a velocidade. [Imagem: K.Salari/LLNL]
Saias e carenagem
O caminhão foi testado em várias configurações.
Primeiro, ele foi equipado com saias no reboque, painéis afixados ao longo das bordas laterais inferiores da carroceria para reduzir o arrasto resultante do fluxo de ar interagindo com as rodas e outras estruturas sob o corpo do reboque.
No segundo teste, foi instalada uma carenagem na traseira do reboque, que diminui o arrasto ao reduzir a "esteira aerodinâmica" deixada pelo caminhão.
Nos dois últimos testes, o caminhão foi equipado ao mesmo tempo com os dois dispositivos de redução de arrasto, e foi testado sem nenhum dos dois, uma avaliação para funcionar como parâmetro de comparação.
Caminhões aerodinâmicos podem economizar bilhões em combustível
Nesta simulação, o reboque recebeu saias e uma carenagem, o que gerou os melhores resultados. [Imagem: K.Salari/LLNL]
Arrasto aerodinâmico
A adição dos dois dispositivos - que já são utilizados por muitos caminhões em versões não tão aprimoradas- reduziu o arrasto aerodinâmico em até 25%, o que representou uma diminuição de 13% no consumo de combustível. Os dispositivos individuais geraram ganhos menores.
A diferença nos resultados pode ser creditada à diferença no projeto dos conjuntos aerodinâmicos e ao fato de que os testes holandeses foram feitos com veículos reais, e não com modelos em escala.

Brasileiros ajudam a quebrar recorde

Informática

Brasileiros ajudam a quebrar recorde de transmissão de dados

Com informações da Agência Fapesp - 07/01/2015
Acelerador de dados
Pesquisadores brasileiros ajudaram a bater um recorde mundial que ajudará a melhorar distribuição dos dados obtidos pelo acelerador de partículas LHC.
A equipe conseguiu uma taxa de transmissão de dados de 1.400 gigabits (1,4 terabits) por segundo. Na edição anterior da Supercomputing Conference, a taxa máxima obtida ficou em pouco mais de 750 gigabits.
"Vale destacar que falamos de taxa de transmissão sustentada (que conseguimos manter estável), e não de taxa de pico, que no nosso caso alcançou 1,5 terabits por segundo," disse Alaelson Jatobá, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), um dos integrantes do grupo.
Em condições experimentais, ainda sem robustez para dar suporte a aplicações reais, o recorde mundial de transmissão de dados por fibras ópticas foi batido no ano passado, com 255 terabits por segundo.
Dados físicos
O professor Darli Mello, também membro da equipe, explica que empresas e instituições de pesquisa apresentam na conferência o que há de mais avançado em supercomputação, transmissão e processamento de dados.
"O evento conta há alguns anos com a participação da comunidade internacional de física de altas energias, que está envolvida em complexos experimentos sobre as propriedades fundamentais da matéria, realizados em gigantescos aceleradores de partículas. Cada experimento gera uma infinidade de dados que são processados e interpretados por cientistas espalhados ao redor do mundo," disse Mello.
O mais conhecido experimento de física de partículas é o LHC, o Grande Colisor de Hádrons, instalado pela Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern) na fronteira da França com a Suíça, que deverá reabrir neste ano com uma potência inédita depois de uma reforma de dois anos.
O Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) lidera uma rede internacional de físicos de alta energia que apoia o programa do Cern há 20 anos. Do Brasil, participam pesquisadores da Unicamp, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), da Padtec e da Rede ANSP, a chamada "internet acadêmica".
Rede definida por software
A equipe brasileira usou o conceito de Rede Definida por Software (SDN, em inglês), que inclui uma inteligência centralizada - um software - coordenando os diversos elementos da rede.
O experimento contou com equipamentos da Padtec, empresa instalada em Campinas que tem vários profissionais egressos da Unicamp e mantém intensa atividade de pesquisa conjunta com a instituição.
"Desde 2012, a Padtec fornece a infraestrutura óptica (backbone), que é a espinha dorsal da rede, para esta demonstração. Desenvolvemos na FEEC, em colaboração com a Unesp e o Caltech, uma ferramenta para integrar os equipamentos da empresa ao controlador SDN," contou Mello.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Mineral exótico

Eletrônica

Mineral exótico abre caminho para transistores quânticos

Redação do Site Inovação Tecnológica - 05/01/2015
Mineral exótico abre caminho para transistores quânticos
O hexaboreto de samário é um composto formado pelo metal samário e pelo raro metaloide boro. [Imagem: Gang Li]
Hexaboreto de samário
Um material estranho e iridescente que tem desafiado os cientistas há décadas acaba de se revelar: trata-se de um estado exótico da matéria que pode abrir um novo caminho para os computadores quânticos e para uma nova geração da eletrônica.
Físicos descobriram várias propriedades do composto hexaboreto de samário que aumentam as esperanças de encontrar o "silício da era quântica".
Gang Li e seus colegas afirmam que seus resultados finalmente fecham a questão de como classificar o material - um mistério que vinha sido investigado desde o final da década de 1960.
O hexaboreto de samário - ou SmB6 - é um isolante topológico natural.
Mesmo tendo a mesma composição química em toda a sua extensão, osisolantes topológicos conduzem eletricidade como um metal em toda a sua superfície, mas bloqueiam o fluxo de corrente pelo seu interior como se fossem feitos de borracha.
A existência desses materiais foi prevista teoricamente em 2005, e as primeiras amostras de isolantes topológicos foram sintetizadas em laboratório pela primeira vez em 2008.
Transistores quânticos
Uma técnica chamada magnetometria de torque, usada para observar oscilações na resposta do material a um campo magnético externo, revelou que a superfície do hexaboreto de samário contém os raros elétrons de Dirac, partículas que podem ajudar a superar um dos maiores obstáculos dacomputação quântica - os elétrons de Dirac têm energia tão alta que estabelecem uma ponte entre a mecânica clássica e a mecânica quântica.
Segundo a equipe, o comportamento do SmB6 permite rotear o fluxo de corrente elétrica nos computadores quânticos da mesma forma que o silício faz na eletrônica atual - autênticos transistores quânticos.
As propriedades tão cobiçadas do hexaboreto de samário até agora só se revelaram em temperaturas ultrafrias. Contudo, vários tipos de qubits, incluindo átomos artificiais do tipo Bose-Einstein e qubits supercondutores, também exigem essas temperaturas criogênicas.
Bibliografia:

Two-dimensional Fermi surfaces in Kondo insulator SmB6
G. Li, Z. Xiang, F. Yu, T. Asaba, B. Lawson, P. Cai, C. Tinsman, A. Berkley, S. Wolgast, Y. S. Eo, D.-J. Kim, C. Kurdak, J. W. Allen, K. Sun, X. H. Chen, Y. Y. Wang, Z. Fisk, L. Li
Science
Vol.: 346 (6214): 1208
DOI: 10.1126/science.1250366

Nanotecnologia

Nanotecnologia

Cristal mais complexo do mundo

Redação do Site Inovação Tecnológica - 02/01/2015
Cristal mais complexo do mundo
Esta é simulação computadorizada do quasicristal icosaédrico, um cristal com 20 faces com aplicações promissoras em fotônica. [Imagem: Michael Engel]
Simetria icosaédrica
Pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, conseguiram calcular a mais complexa estrutura de um cristal já feita até hoje.
A simulação chegou a um quasicristal icosaédrico - um cristal com 20 faces.
Apesar de o cristal parecer belo e homogêneo, na verdade suas estruturas elementares nunca se repetem.
Ainda assim, o cristal é simétrico quando rotacionado, uma propriedade chamada simetria icosaédrica, frequentemente encontrada em escalas muito pequenas, como na carapaça de vírus ou nas moléculas de fulerenos C60.
"Um quasicristal icosaédrico é uma maneira que a natureza tem de alcançar a simetria icosaédrica. Isto somente é possível abrindo mão da periodicidade, ou seja, da ordem pela repetição. O resultado é uma estrutura muito complicada," disse Michael Engel, membro da equipe.
Aplicações fotônicas
Há um interesse especial na simetria icosaédrica porque ela permite que os materiais com essa estrutura cristalina adquiram um hiato de energia (bandgap) fotônico, que emerge quando o espaçamento entre as partículas é similar ao do comprimento de onda da luz
Materiais assim são capazes de capturar e direcionar a luz vinda de qualquer direção, o que é altamente desejável para o desenvolvimento de processadores fotônicos, nos quais a eletricidade é substituída pela luz.
"Se os quasicristais icosaédricos puderem ser feitos a partir de partículas nas dimensões nano e micro eles poderão ser úteis em uma variedade de aplicações, incluindo as comunicações, as telas e até mesmo em camuflagens de invisibilidade," disse Sharon Glotzer, orientadora da equipe.
Tarefa árdual
Agora que demonstraram no simulador que é possível construir esses cristais, restará descobrir técnicas de automontagem que permitam a construção de quasicristais icosaédricos na prática.
Os quasicristais valeram o Prêmio Nobel de Química ao seu descobridor em 2011, em um dos mais momentosos episódios da ciência recente, quando um pesquisador chegou a ser desprezado por seus pares por uma descoberta radical demais.
Bibliografia:

Computational self-assembly of a one-component icosahedral quasicrystal
Michael Engel, Pablo F. Damasceno, Carolyn L. Phillips, Sharon C. Glotzer
Nature Materials
Vol.: 14, 109-116
DOI: 10.1038/nmat4152

sábado, 27 de dezembro de 2014

CARRO DE PLÁSTICO FEITO EM IMPRESSORA 3D

Mecânica

Você compraria um carro feito em uma impressora 3D?

Redação do Site Inovação Tecnológica - 23/12/2014
Você compraria um carro feito em uma impressora 3D?
Você está pronto para comprar um carro de plástico feito em uma impressora 3D?[Imagem: Local Motors]
Carro impresso
As impressoras 3D já estão por todo lado, inclusive no espaço, fabricando delentes de contato até peças metálicas complexas e robôs.
Mas você estaria pronto para comprar um carro de plástico fabricado por impressão 3D?
A empresa emergente Local Motors acredita que consegue encontrar um número de clientes suficiente para viabilizar sua instalação.
A carroceria do veículo, chamado Strati, é totalmente feita em plástico ABS reforçado com fibra de carbono.
São 212 camadas depositadas pelo processo de fabricação aditiva que a empresa chama de "modelagem por deposição fundida".
Cada carro leva 44 horas para ser impresso, mas a empresa pretende chegar às 24 horas quando as autoridades dos EUA autorizarem que o Strati circule pelas ruas, quando ele então poderá começar a ser vendido - a expectativa é que isso ocorra em 2015.
O Strati é 100% elétrico, com "transmissão automática de velocidade única", segundo a empresa, e velocidade máxima de 80 km/h.
As baterias de 6,1 kW/h prometem uma autonomia de 100 km e um tempo de recarga de 3,5 horas.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

ROBÔ SUBSTITUTO


Robótica

NASA apresenta Robô Substituto

Redação do Site Inovação Tecnológica - 16/12/2014
NASA apresenta Robô Substituto
Como no cinema, a intenção do robô Substituto é "ampliar o alcance da humanidade".[Imagem: JPL-Caltech]
Substitutos biomecatrônicos
No sucesso do cinema "Substitutos", o personagem de Bruce Willis teve trabalho para desativar máquinas que não eram propriamente androides, não tendo qualquer inteligência própria, mas corpos biomecatrônicos que podiam ser controlados remotamente por seres humanos.
Embora ainda longe das máquinas da ficção, a NASA está apostando em seu próprio substituto - Surrogate é o nome do novo robô, que fez parte de um show esta semana no Laboratório de Propulsão a Jato, em Pasadena, na Califórnia.
O robô Substituto entrou pelo palco, ao som da música tema de 2001: Uma Odisseia no Espaço, e levou um tablet para o professor Thomas Rosenbaum, presidente do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Rosenbaum pegou o tablet e usou-o para disparar comandos preparados previamente para o robô Curiosity, em Marte.
O Substituto foi projetado com forte inspiração no ser humano, com uma espinha vertical, dois braços e uma cabeça. O robô pesa 90,7 quilogramas e tem 1,40 metro de altura. A grande diferença é que ele não tem pernas, movimentando-se sobre lagartas, o que limita sua capacidade de subir escadas ou escalar objetos muito altos.
Mas sua força e sua espinha flexível lhe dão uma capacidade de manipulação de objetos que é difícil de equiparar.
Ampliar o alcance da humanidade
"O Substituto e seu antecessor, o RoboSímio, foram projetados para ampliar o alcance da humanidade, indo a locais perigosos, como um reator nuclear durante um cenário de desastre como nós vimos em Fukushima. Ele pode executar tarefas simples, como girar válvulas ou acionar chaves para estabilizar a situação ou evitar mais danos," disse Brett Kennedy, líder da equipe de robótica do Caltech.
Na verdade, os dois robôs - antecessor e sucessor - são novinhos em folha. O RoboSímio foi construído para participar de um desafio de robótica patrocinado pela agência de defesa dos EUA (Darpa), em que será vencedor aquele que se sair melhor em vários cenários de desastres. O RoboSímio é um dos finalistas da competição, que ocorrerá em junho do ano que vem.
Com o material que sobrou da construção do primeiro robô, a equipe construiu oSurrogate e o resultado foi tão bom que o grupo ficou em dúvida de qual dos dois enviaria para a competição.
NASA apresenta Robô Substituto
O RoboSímio foi inspirado em macacos, mas tem sete conjuntos de olhos. [Imagem: JPL-Caltech]
Homem e macaco
Como seu nome indica, o RoboSímio foi inspirado em macacos, movendo-se sobre quatro patas, o que lhe dá capacidade de escalar virtualmente qualquer coisa.
Outra vantagem é que, enquanto o Substituto tem dois olhos (duas câmeras para visão estereoscópica) o RoboSímio tem sete conjuntos de olhos, o que lhe permite ver simultaneamente para frente, para os lados, para baixo e para cima.
Depois de comparar o desempenho dos dois, a equipe finalmente decidiu qual enviar para a competição, mostrando que o robô inspirado no ser humano ainda não é um substituto tão bom: "Acontece que o Substituto é uma plataforma de manipulação melhor e mais rápida em superfícies amigáveis, mas o RoboSímio é uma solução mais versátil, e nós esperamos que essa solução versátil seja mais competitiva neste caso," disse Kennedy.

CÂMBIOS MAGNÉTICOS.

Mecânica

Caixa de câmbio acopla eixos por levitação magnética

Redação do Site Inovação Tecnológica - 08/12/2014
Caixa de câmbio acopla eixos por levitação magnética
"É a primeira vez na história que o eixo de entrada e o eixo de saída de um câmbio redutor ficam flutuando sem nenhum tipo de contato, e podem manter um mecanismo que não contém nada mais girando a 3.000 rotações por minuto." [Imagem: UC3M]
Caixa redutora por levitação
Engenheiros europeus desenvolveram uma caixa de câmbio baseada na levitação magnética, o que significa que o eixo que vem do motor não toca o eixo que leva a tração para as rodas ou qualquer outro mecanismo a ser acionado.
Em vez da conexão por meio de engrenagens redutoras, como nos câmbios tradicionais, a transmissão é produzida sem contato, graças ao magnetismo.
Os eixos de entrada e saída literalmente levitam e, ainda assim, transmitem toda a força necessária do motor para o mecanismo a ser movimentado.
As principais vantagens são a ausência de atrito entre as peças e de desgaste dos vários componentes, dispensando a necessidade de lubrificação.
"A vida operacional destes equipamentos pode ser muito mais longa do que a vida dos câmbios redutores convencionais com engrenagens dentadas, e pode funcionar até mesmo em temperaturas criogênicas," disse Efrén Díez, da Universidade Carlos III de Madri, na Espanha.
Outra vantagem da transmissão sem contato é a virtual ausência de quebras, com o câmbio suportando grandes sobrecargas - mesmo que um eixo fique bloqueado, as duas peças simplesmente giram sobre si mesmas, já que não há engrenagens para quebrar.
"É a primeira vez na história que o eixo de entrada e o eixo de saída de um câmbio redutor ficam flutuando sem nenhum tipo de contato, e podem manter um mecanismo que não contém nada mais girando a 3.000 rotações por minuto," disse o professor José Luíz Perez Díaz.
Câmbio espacial e terrestre
Embora o objetivo do trabalho fosse construir um protótipo que possa ser usado no espaço, a equipe construiu também uma versão terrestre, que funcionou perfeitamente a temperatura ambiente.
Os "rolamentos" onde se apoiam os dois eixos são esferas supercondutoras que geram forças de repulsão estáveis, mantendo os eixos girando sem vibrações e evitando possíveis desalinhamentos.
O funcionamento dos supercondutores no espaço tem a vantagem de dispensar o resfriamento, já que as condições de uso envolvem temperaturas de -210º C no vácuo.
No espaço, o câmbio magnético deverá acionar braços robóticos e posicionadores de antenas, equipamentos que dependem de alta precisão, além de veículos espaciais para exploração robotizada ou humana.
A versão "terráquea" teve os ímãs supercondutores substituídos por ímãs permanentes.
Segundo a equipe, a caixa redutora por levitação terá grande apelo nas indústrias alimentícia e farmacêutica, onde a ausência de óleos lubrificantes é um apelo importante devido às estritas exigências de limpeza. Mas, segundo eles, o equipamento pode ser usado em qualquer aplicação onde seja necessário um câmbio, ou caixa de redução.
Bibliografia:

Performance of magnetic-superconductor non-contact harmonic drive for cryogenic space applications
Efren Diez-Jimenez, Ignacio Valiente-Blanco, Victor Castro-Fernandez, Jose Luis Pérez Díaz
Journal of Engineering Tribology
Vol.: 228 Number: 10 Pages: 1071-1079
DOI: 10.1177/1350650114527584

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Mário Couto protocola pedido de impeachment

A história da eletrônica

 Introdução




Eletrônica é o campo da ciência e da engenharia que trata dos dispositivos eletrônicos e de sua utilização. É a parte da física que estuda e utiliza as variações de grandezas elétricas para captar, transmitir  e processar informações.  Trata dos circuitos elétricos e instrumentos constituídos por válvulas termiônicas, dispositivos semicondutores (tais como transistores, termitores e circuitos integrados), tubos de raios catódicos e outros componentes, entre os quais aqueles baseados no efeito fotoelétrico (células fotoelétricas, válvulas fotomultiplicadoras, etc..).
II - Origem
A origem dos aparelhos eletrônicos remonta às pesquisas de Thomas Alva Edison, que em 1883 descobriu o que chamamos hoje de "Efeito Edison", ou efeito termiônico. Ele demonstrou a formação de uma corrente elétrica fraca no vácuo parcial entre um filamento aquecido e uma placa metálica. A corrente era unidirecional e cessava se a polaridade do potencial entre o filamento e a chapa fosse invertida. Ficou comprovado que os transmissores da eletricidade estavam eletrizados. Mais tarde, estes transmissores receberam o nome de elétrons.
Em 1887, Heinrich Hertz, durante as suas experiências com arcos voltaicos, observou que a luz emitida durante a descarga de alta voltagem de um arco elétrico influía consideravelmente na descarga produzida por outro arco menor, colocado diante dele. No momento em que o menor  deixava de receber a luz da descarga do maior, produzia-se uma faísca muito mais curta do que enquanto iluminado. Iniciou-se assim o estudo da Fotoeletricidade.
Em  1888, William Hallwachs demonstra que um eletroscópio com esfera de zinco perde sua carga negativa se a esfera for exposta à luz ultravioleta. O fenômeno tornou-se conhecido como "Efeito Hallwachs" e determinou serem negativas (elétrons) as cargas emitidas pela esfera de zinco sob a ação do ultravioleta.
Elster e Geitel, ambos físicos alemães, estudam o fenômeno e observam (1889) que os metais alcalinos sódio e potássio emitem elétrons também sob influência da luz comum. Trabalharam juntos pesquisando a ionização da atmosfera e o efeito fotelétrico. Descobriram em 1899 o fenômeno da descarga de um eletroscópio na proximidade de um radioelemento e enunciaram, em decorrência dessa observação, a Lei do Decrescimento Radioativo.Construíram a primeira célula fotoelétrica de utilização prática (1905) de elementos alcalinos; criaram o primeiro fotômetro fotoelétrico e um transformador Tesla.
Em 1897, J.A. Fleming, físico inglês, faz a primeira aplicação prática do "Efeito Edison". É considerado um dos pioneiros da radiotelegrafia. Usa a propriedade unidirecional da corrente movida a elétrons para criar um detector de sinais telegráficos. A válvula de Fleming (foto 1) é a origem do tubo díodo (1904). Esse aparelho foi a origem de todas as válvulas utilizadas em telecomunicações. Criou também um ondímetro, um amperímeto térmico para correntes de alta freqûencia e um manipulador de indução variável . Deve-se a ele a regra, hoje clássica, dos "três dedos", que dá o sentido das forças eletromagnéticas.  Essa regra é usada para a determinação do campo magnético, a partir do produto vetorial da carga e do campo elétrico.
Ummodelo da válvula

Lee de Forest, inventor norte-americano, se lançou à promoção da radiocomunicação, organizando uma companhia telegráfica. Fracassou nessa primeira tentativa. Em 1906 inventa a lâmpada de três eletrólitos ou tríodo. Acrescenta um terceiro eletrólito (grade) à válvula de Fleming. A utilidade dessas válvulas como geradores, amplificadoras e detectoras, foi aos poucos impondo-se. Em 1910, transmitiu a voz do maior tenor de todos os tempos, Caruso. Mas só com a primeira Guerra Mundial sua invenção tornou-se amplamente utilizada e foi produzida em larga escala. Inventou também, o fonofilme, aparelho precursor na indústria do sistema falado.Jonathan Zenneck, físico alemão, contribuiu para o desenvolvimento na radiotelefonia e das técnicas de alta frequência na Alemanha. Inventou o medidor de ondas elétricas (1899) e um processo para multiplicação das frequências (1900). Em 1905 desenvolve o Tubo de Braun e cria o osciloscópio catódico, origem dos cinescópios dos atuais aparelhos de televisão. Data de 1907 sua teoria da difusão das ondas elétricas. Depois da Segunda Guerra Mundial,  construiu a primeira estação ionosférica alemã.
Edwin Howard Armstrong, engenheiro eletrônico norte-americano, tem como invenções no campo da radiotelefonia: o circuito  regenerativo (1912), o circuito super-heteródino (1918)  e o circuito super-regenerativo (1920). Desenvolveu um sistema radiofônico de frequência modulada, diminuindo as interferências nas transmissões e aumentando o nível de som.
A partir das invenções de Vladimir Zworykin, engenheiro e inventor russo, que se desenvolveu todo o sistema eletrônico da  televisão moderna. É o primeiro a conseguir transformar uma imagem em uma corrente elétrica. Teve como importante trabalho a aplicação da eletrônica à medicina.
Inventor do iconoscópio, ponto de partida para o sistema de televisão, colaborou na elaboração de outros equipamentos eletrônicos, como o microscópio eletrônico.
Sir Robert Alexander Watson-Watt, físico escocês, concebeu um sisema de detecção de um objeto e de medida da distância por intermédio de ondas eletromágnéticas (1925). Dessa forma nasceu o RADAR (RAdio Detection And Ranging), cujas primeiras estações foram instaladas na Inglaterra.
Nos anos seguintes os aparelhos  que produzem e detectam ondas eletromagnéticas - sobretudo curtas e ultra curtas -  são desenvolvidos e as teorias de modulação aprofundadas. Em 1927 Carson empreende estudos matemáticos relativos ao transporte de um sinal por uma corrente elétrica portadora (modulação). A modulação de freqüência é prevista por Armstrong em 1928. A modulação de uma mesma onda portadora por várias comunicações  telefônicas simultâneas permite o surgimento da técnica das comunicações múltiplas com um mesmo  suporte material, colocando o telefone à disposição do grande público.
Blumldin e Schönberg desenvolvem em 1930 um sistema  comercial para tratar  a imagem elétrica produzida pelo tubo de Zworykin para permitir o transporte à distância e a  reconstituição local.
Manfred Barthélemy, físico francês, é considerado um dos criadores da televisão na França. Dedicou-se primeiro à criação de aparelhos de medição, e depois à radiofonia. Durante a Primeira Guerra Mundial, construiu instrumentos emissores e participou da instalação do centro de comunicação na Torre Eiffel. Interessou-se em seguida pela televisão, aperfeiçoando o dispositivo do escocês John Baird, e foi encarregado de uma emissão regular de  TV em 1935. Por ocasião da Segunda Guerra Mundial, realizou pesquisas sobre radares. Mais tarde,  criou o isoscópio, um tubo aperfeiçoado para a TV.
Manfred e René elaboraram a transformação da imagem elétrica em imagem lumisosa. Câmaras, amplificadores, geradores de sinais de imagem, sinais de linha, sinais de sincronização, multiplicadores de frequência são desenvolvidos e produzidos.
Apesar do desenvolvimento de computadores digitais estar enraizado no ábaco e em outros instrumentos de cálculo anteriores, foi creditado a Charles Babbage o design do primeiro computador moderno. O primeiro computador totalmente automático foi o Mark I, ou Automatic Sequence Controlled Calculator, iniciado em 1939 na Universidade de Harvard, por Howard Aiken, enquanto o primeiro computador digital eletrônico, ENIAC (foto 2) - Electronic Numeral Integrator and Calculator - que usava centenas de válvulas eletrônicas, foi completado em 1946, na Universidade da Pensilvânia.

O ENIAC ocupava uma sala de 140 m2

  
O UNIVAC (UNIversal Automatic Computer) se tornou em 1951 o primeiro computador a lidar com dados numéricos e alfabéticos com igual facilidade. Também foi o primeiro computador disponível comercialmente, usado no censo americano da década de 50.
Os computadores de primeira  geração foram suplantados pelos transistorizados, entre o fim da década de 50 e início da década de 60. Esses computadores de segunda geração já eram capazes de fazer um milhão de operações por segundo. Por sua vez, foram suplantados pelos computadores de terceira geração, com circuitos integrados (foto 3), de meados dos anos 60 até a década de 70. A década de 80 foi caracterizada pelo desenvolvimento do microprocessador e pela evolução dos minicomputadores, microcomputadores e computadores pessoais, cada vez menores e mais poderosos.
Chip do PC
Um circuito integrado consiste de muitos elementos, como transistores e resistores fabricados em uma mesma peça de silício ou outro material semicondutor . O pequeno microprocessador mostrado acima é o coração de um computador pessoal (PC). Ele contém muitos milhões de transistores, e pode executar até 100 Milhões de Instruções por Segundo. As filas de pinos (pernas) são usadas para conectar o microprocessador à placa de circuitos.
III - Etapas
III . 1 : RadarCriado em 1935 por Watson-Watt. Designa um dispositivo eletrônico que permite ao homem detectar e localizar objetos à distância, e sob condições de luminosidade muito precárias  para o olho humano.
O radar  é  largamente empregado em atividades tanto civis como militares. Suas aplicações mais comuns encontram-se na navegação aérea e marítima, para facilitar por exemplo o tráfico nos aeroportos e tornar mais simples as manobras dos navios . Os modernos aviões são equipados com radares, para que o piloto possa detectar obstáculos à sua trajetória com uma certa antecedência, realizando assim, as manobras necessárias com segurança.
Principais fins militares com que o radar é empregado:
· Detecção de aeronaves inimigas, antes que estas sobrevoem o território;
· Localização de submarinos;
· Incursões noturnas;
· Uso conjugado com outros dispositivos eletrônicos, para permitir que projéteis persigam alvos móveis;
O radar também é aplicado à radionavegação, permitindo aos aviões orientarem-se mesmo em condições de pouca ou nenhuma visibilidade. Também é usado na astronomia, especialmente no estudo da superfície dos planetas por satélites, e na meteorologia, para a previsão do tempos a curto prazo. A miniaturização dos circuitos permitiu a produção de unidades menores de radares, usadas no trânsito, pela polícia, para a detecção da velocidade dos automóveis, baseado no Efeito Doppler.
III . 2 - Tungstênio, Selênio e  Germânio
A descoberta de certas propriedes elétricas em  alguns metais (destacadamente o tungstênio, o selênio e o germânio), foi de grande importância no desenvolvimento da indústria eletrônica, na criação de numerosos componentes e na expansão de seus  usos a muitos aparelhos novos, destinados a diversas atividades técnicas e científicas. Por suas qualidades de peso e dureza, e principalmente por seu elevado ponto de fusão (3.370 øC), o tungstênio é empregado na fabricação de filamentos para lâmpadas comuns e tubos de televisão. O selênio, por sua sensibilidade à luz e outras características, é utilizado nos fotômetros de aparelhos fotográficos, nas células fotoelétricas de portas automáticas, nos equipamentos preventivos de incêndios, etc. Já o germânio, tem largo emprego em vários dispositivos semicondutores. Dos três metais,  o tungstênio é o que tem maior importância comercial.
III . 3 : Aplicações
 Os aparelhos eletrônicos têm numerosas aplicações em nosso dia-a-dia. Eles integram os sistemas de Telecomunicações, Radiodifusão, Televisão,  Radio-astronomia, Telecomando e Telemedidas, Eletromedicina, aparelhagem auxiliar de navegação marítima e aérea e sistemas de aplicações industriais, entre outros.
Os aparelhos eletrônicos são capazes de medir, controlar, comandar e regular diversas operações. Destacamos o microscópio eletrônico, os contadores e detetores de partículas, os aceleradores, radiotelescópios, o eletroencefalógrafo, o eletrodiógrafo, os computadores, etc.
Existem aparelhos eletrônicos para melhorar a audição e regular o batimento cardíaco (marcapassos). O rádio e o radar aumentaram a segurança dos transportes. Computadores eletrônicos, que realizam cálculos e operações das mais complexas e variadas com uma rapidez espantosa, são usados tanto por bancos, indústrias, repartições públicas, universidades ou em mesmo casa, no mundo inteiro. O estudo de harmônicos possibilitou o desenvolvimento de sistemas de comunicação mais modernos e eficientes.
III . 4 : Indústria Eletrônica
Mesmo depois da invenção do tríodo, os tubos eletrônicos demoraram a ser comercializados. Durante a Primeira Guerra Mundial até encontraram aplicação na radiocomunicação, mas a indústra eletrônica em si só foi surgir em 1922, com o advento das emissões radiofônicas. Entre 1922 e 1960, o total anual de vendas de equipamentos eletrônicos subiu de U$ 60 milhões para  U$ 10,2 bilhões. Com os extraordinários progressos alcançados   pelas atividades espaciais desenvolvidas principalmente na esfera estatal da economia das  grandes potências, assim como pela expansão relativamente rápida das técnicas de automatização em todo o mundo, pode-se admititr que o valor dos produtos eletrônicos tem atingido, a partir da década de 70 somas muito elevadas, desempenhando um papel imortante na economia mundial.
Nos países mais industrializados da América Latina, como o Brasil, o México e a Argentina, a indústria eletrônica está dando os primeiros passos, restringindo-se à produção da chamada "eletrônica de lazer", que abrange televisores, rádio-receptores e aparelhos de som em geral. Em alguns casos porém, já vemos outros aparelhos e dispositivos de aplicação técnico-científica.
III . 5 : Circuitos Elétricos
São associações de componentes elétricos com a finalidade de transmitir controladamente a potência elétrica que lhes é aplicada. Os constituintes elementares do circuitos elétricos são chamados de componentes. São eles:
Resistores: são componentes que fornecem uma resistência pré-determinada. Eles são constituídos por um pequeno cilindro de cerâmica  em torno do qual é colocada uma fina camada de carvão, grafite ou uma mistura de carvão e boro. Nas extremidades do cilindro são colocados terminais de fio de cobre estanhado e então o resitor é coberto de uma camada protetora de esmalte epecial.
Capacitores: são dispositivos capazes de armazenar energia elétrica sob forma  estática.  São constituídos por dois eletrodos condutores isolados por um dielétrico.
Transformadores: constam de dois ou mais indutores acoplados por um mesmo circuito magnético.
Geradores Elétricos: são dispositivos capazes de fornecer potência elétrica.
Linhas de Transmissão: são dispositivos destinados ao  transporte de potência elétrica sob a forma de ondas eletromagnéticas.
Válvulas Eletrônicas: são dispositivos que consistem de dois ou mais eletrodos, mantidos em ambiente fechado, total ou parcialmente vacuofeito, entre os quais circulam correntes eletricamente controláveis pela excitação externa de um ou mais destes eletrodos. Foram quase que totalmente substituídas pelos transistores. Uma aplicação onde as válvulas predominam é em amplificadores para guitarras. E, ao contrário do que muita gente pensa, os guitarristas não preferem os amplificadores valvulados por terem estes uma resposta de freqüência mais extensa. Justamente o contrário! Os amplificadores valvulados para guitarras pouco tem a ver com os amplificadores valvulados para alta-fidelidade (hi-fi). Uma das razões da preferência dos guitarristas é que a distorção produzida pelas válvulas é mais suave (menos harmônicos ímpares). Alguns guitarristas chegam mesmo a usar apenas a distorção do amplificador, sem recorrer a distorcedores do tipo em pedal. Quanto às distorçoes ditas mais "pesadas" (ou seja, com maior ganho), os amplificadores valvulados também proporcionam melhores resultados, pois sua resposta limitada em altas freqüências (combinada com o uso habitual de alto-falantes de 12 polegadas - sem tweeters) atenua um pouco as freqüências mais altas, "limpando" (subjetivamente falando) o som.
Transistores: são dispositivos simplificados basedos no comportamento elétrico de semicondutores. Eles são responsáveis pela   amplificação dos sinais nos circuitos. Substituem as válvulas, hoje em dia, na maioria das aplicações.
III . 6 - Televisão

Em 1817, o químico sueco Jakob Barzelius (1779-1848) descobriu um novo elemento, o selênio, que está na origem da história da origem da televisão.  Em 1873, o inglês Willwghby Smith comprovou que o selênio tinha a propriedade de tranformar a energia luminosa em energia elétrica: ficava assim estabelecida a premissa teórica segundo a qual era possível transmitir imagens por meio da corrente elétrica.
Mas, somente em 1920 é que se realizaram verdadeiras transmissões de imagens, graças às experiências de dois grandes cientistas: John Logis Baird (1888-1946), no Reino Unido, e Charles F. Jenkins (1867-1934), nos EUA. Ambos utilizaram analisadores mecânicos, porém um não tinha conhecimento do trabalho do outro.
A Segunda Guerra Mundial veio atalhar o progresso  da televisão. Mas, já em 1939 cinco países haviam adotado o sistema eletrônico.  O pós-guerra assinalou um veloz desenvolvimento da TV

· TV a cores
Emprega-se na TV a cores, basicamente o princípio da tricomia na arte gráfica. com a decomposição da imagem a ser transmitida em três imagens secundárias, nas cores primárias azul, verde e vermelho. O  aperfeiçoamento desse sistema acompanhou o progresso da televisão em preto e branco.


Conserto de aparelhos


quarta-feira, 19 de novembro de 2014

NOVO TIPO DE SILÍCIO.

Eletrônica

Descoberto novo tipo de silício

Redação do Site Inovação Tecnológica - 18/11/2014
Descoberto silício adequado para células solares e LEDs
A estrutura porosa do Si24 permite que átomos de sódio (amarelo), lítio (verde) e até moléculas de água se difundam pelo material, abrindo a possibilidade de aplicações em armazenamento de energia e filtragem em escala molecular. [Imagem: Duck Young Kim]
Banda proibida
O silício é o segundo elemento mais abundante na crosta terrestre - o primeiro é o oxigênio - e está para a tecnologia assim como o carbono está para a biologia.
Assim, não deixa de ser surpreendente que Duck Young Kim e seus colegas da Instituição Carnegie, nos Estados Unidos, tenham conseguido sintetizar uma forma inteiramente nova de silício.
O silício que eles criaram é um chamado alótropo, uma forma física diferente de um mesmo elemento, da mesma maneira que o diamante e o grafite são duas formas alotrópicas do carbono. O novo alótropo do silício, chamado Silício-24 (Si24), possui uma interessante estrutura porosa, similar à das zeólitas, composta por canais com cinco, seis e oito anéis de silício.
O grande diferencial do Si24 é que ele possui um hiato de energia (bandgap) mais direto do que o silício comum. Essa bandgap, ou banda proibida, é a energia necessária para que o semicondutor transicione de isolante a condutor.
O silício normal possui uma banda proibida indireta, o que impede que ele naturalmente absorva ou emita luz. Isto tem feito com que componentes para aplicações futuras - LEDs, células solares e transistores de alto desempenho, além de componentes para processadores fotônicos - estejam sendo desenvolvidos com outros materiais, a maioria mais exóticos e mais caros.
Já existem técnicas para fazer o silício emitir luz, mas usando uma mesclagem com outros materiais.
Descoberto silício adequado para células solares e LEDs
O novo tipo de silício é estável a temperatura e pressão ambiente, o que abre a possibilidade de sua produção em larga escala. [Imagem: Timothy Strobel]
Materiais energéticos
O Si24 possui uma banda proibida "quase-direta", o que significa que ele opera na faixa necessária para a absorção da luz solar, além de potencialmente poder emitir luz. O novo silício é estável a pressão ambiente até pelo menos 450 graus Celsius.
O próximo passo será testar experimentalmente o novo silício para verificar se suas potencialidades se transformam em dispositivos práticos e eficientes.
A equipe que sintetizou o material, contudo, está mais entusiasmada com seu próprio método de síntese, que poderá ser aplicado para desenvolver outros materiais com propriedades interessantes.
"A síntese de alta pressão representa uma fronteira inteiramente nova em novos materiais energéticos," disse o professor Timothy Strobel. "Nós demonstramos propriedades até então desconhecidas para o silício, mas a nossa metodologia é facilmente extensível a classes de materiais inteiramente diferentes. Estas novas estruturas mantêm-se estáveis a pressão atmosférica, de forma que estratégias de escalonamento para volume maiores são inteiramente possíveis."
Bibliografia:

Synthesis of an open-framework allotrope of silicon
Duck Young Kim, Stevce Stefanoski, Oleksandr O. Kurakevych, Timothy A. Strobel
Nature Materials
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nmat4140