| Autoridades apuram avanço da atuação do crime organizado na distribuição de combustíveis em 22 estados. Ao todo, 941 estabelecimentos são investigadosO avanço da presença de organizações criminosas no setor de combustíveis foi alvo de uma ampla investigação realizada por autoridades federais e estaduais, resultando em um mapeamento inédito, obtido com exclusividade pela Folha de S.Paulo. Dados apontam que lucros ilícitos com combustíveis e lubrificantes chegam a R$ 61,5 bilhões, mais do que o quádruplo da receita estimada com drogas. |  |
| |  | II Foro Internacional Antifraude aborda, entre outros temas, combate ao crime organizado no setor de combustíveis e maior rigidez na interdição de bombas fraudadas |
O Instituto Combustível Legal (ICL) esteve presente no II Foro Internacional Antifraude, realizado no início de abril, em Brasília, consolidando seu papel na luta contra irregularidades no setor de combustíveis. "Nós debatemos junto à Polícia Federal e outros agentes do governo sobre a urgência de se tomar decisões estratégicas importantes para que possamos combater o crime organizado no setor de combustíveis", ressaltou Emerson Kapaz, presidente do ICL. |  |
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| |  | Ipem-SP lança sistema inédito para localizar bombas de combustíveis com certificação antifraude |
A ferramenta online permite que os consumidores localizem, de forma simples e acessível, postos de combustíveis equipados com bombas medidoras certificadas com tecnologia antifraude. A plataforma oferece um mapa digital interativo, destacando locais com bombas equipadas com dispositivos antifraude, que impedem manipulações indevidas na medição do combustível. |  |
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| |  | Instituto Combustível Legal (ICL) e entidades do setor doam R$ 1,3 milhão em equipamentos para reforçar fiscalização de biodiesel pela ANP |
Valor contribuirá para a aquisição de cinco espectrofotômetros, equipamento que permite a identificação rápida de fraudes na mistura de biodiesel ao diesel e detecta a presença de metanol na gasolina. Os novos aparelhos devem reforçar significativamente a fiscalização nos postos de combustíveis. Antes da doação, a ANP contava com apenas um espectrofotômetro. O ICL teve um papel estratégico na iniciativa, coordenando a compra dos equipamentos pelas distribuidoras associadas. |  |
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 "Alguma coisa está fora da ordem...", alertava Caetano Veloso no início dos anos 90. Décadas depois, esse trecho da música parece fazer total sentido, vide um importante estudo do Núcleo Estratégico de Combate ao Crime Organizado, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Esse levantamento inédito, feito pela Polícia Federal, Receita Federal, Coaf e Ministério de Minas e Energia, apontou que 941 postos de combustíveis estão nas mãos do crime organizado. Apenas São Paulo, por exemplo, abriga 290 postos com ligações criminosas. Na sequência, vem Goiás, com 163, e o Rio, com 146.
Mas o problema não se limita apenas aos postos. Essas organizações se infiltraram nos diversos elos da cadeia do setor: importação, produção, usinas, distribuição e logística. Essa verticalização dificulta, ainda mais, o controle fiscalizatório.
Somado a isso, encaramos outros problemas importantes, como o recrudescimento das fraudes na qualidade da gasolina e diesel, com consequências graves aos veículos, e das fraudes de quantidade, fazendo o consumidor pagar por algo que não leva. É crítico reforçarmos as agências de fiscalização para não sermos lesados a cada abastecimento.
Resultado dessa presença irregular fez com que a dívida ativa dos devedores contumazes no setor ultrapassasse os R$ 200 bilhões. Por isso, o ICL defende agilidade para aprovação, no Congresso, de projetos de leis que caracterizem e combatam esses maus empresários.
Precisamos, urgentemente, encarar esses problemas de frente para colocar tudo dentro da ordem natural do mercado ético.
Boa leitura! |
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